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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Computadores realmente melhoram rendimento de alunos!!!


Os resultados posiitivos do uso da informática em sala de aula foram percebidos do ensino fundamental até a universidade. [Imagem: CSLP/Concordia University]
Educação informatizada

Quase todas as escolas se vangloriam de oferecer um computador por aluno.

Mas será que a informática está realmente ajudando a melhorar a educação e o aprendizado dos alunos.

Definitivamente sim, afirmam cientistas da Universidade de Concórdia, no Canadá.

Conteúdo e assimilação

O grupo realizou a mais exaustiva pesquisa sobre o assunto já feita até hoje, fazendo uma retrospectiva de 40 anos sobre o impacto da tecnologia nas salas de aula.

Rana Tamim e seus colegas reuniram dados de 60.000 estudantes, do ensino fundamental à universidade, comparando o aproveitamento nas classes que usaram computadores com classes tradicionais, que não usaram a tecnologia.

Os resultados sugerem que a tecnologia melhora o conteúdo oferecido e dá suporte a uma melhor assimilação desse conteúdo por parte do aluno.

Nas classes onde os computadores foram usados para apoiar o ensino, a tecnologia teve um impacto positivo de pequeno a moderado, tanto sobre o aprendizado quanto sobre a atitude dos alunos.

"Nós deduzimos que o impacto será maior se observarmos durante toda a experiência educacional de um aluno," diz o professor Richard Schmid, coautor do estudo.

Pensamento crítico

Os cientistas descobriram que a tecnologia funciona melhor quando os estudantes são encorajados a pensar criticamente e a se comunicar de forma efetiva.

"Uma simples apresentação de PowerPoint provavelmente não vai melhorar a experiência do aprendizado," diz Schmid.

No prosseguimento da pesquisa, os cientistas planejam avaliar quais tecnologias funcionam melhor para quais matérias.
Diário da Saúde!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Regras na publicidade de alimentos não educam consumidor!!!


Sem educação

Com a necessidade de estabelecer uma dieta mais saudável para os brasileiros e uma consequente melhora na qualidade de vida, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução (RDC 24/2010) que regulariza a publicidade de alimentos

O principal alvo da resolução são os alertas para alimentos considerados pouco saudáveis. Entre eles estão produtos com quantidade elevada de açúcar, gordura saturada, gordura trans e de sódio.

A cientista de alimentos Amanda Daniela Moré, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, analisou as legislações vigentes e as recomendações existentes sobre publicidade de alimentos e publicidade para crianças em outros países, comparando-as com as do Brasil.

De acordo com os resultados do estudo, a forma como foi proposta a Resolução RDC 24/2010 não educa o consumidor sobre como se alimentar adequadamente.

Campanhas educativas

Segundo Amanda, campanhas educativas sobre dieta equilibrada poderiam atingir eficazmente o objetivo de redução das doenças crônicas não transmissíveis, ao contrário da advertência na publicidade, que não educa o consumidor.

"Alertas na publicidade não educam a população sobre como ter uma dieta equilibrada, muito menos sobre a importância da atividade física. Ações que incentivem estas práticas são necessárias", salienta.

Dieta mais estilo de vida

Outra incoerência da resolução é não considerar os alimentos inseridos em uma dieta e o estilo de vida da pessoa que os consomem, segundo o estudo.

Amanda explica que o alimento, na perspectiva individual, jamais será nocivo, sendo o hábito alimentar e a dieta inadequada que oferecem riscos à saúde.

"Não se pode afirmar que o consumo em excesso de um único alimento pode aumentar o risco de obesidade, cárie dentária, diabetes, doença do coração ou pressão alta, sem nem mesmo definir o que é excesso.

"Ao contrário, todos os nutrientes, inclusive, açúcar, sódio e gordura são necessários para compor uma alimentação equilibrada. Não há alimentos bons ou maus, mas uma dieta bem ou mal equilibrada", lembra.

Nutrição e prevenção

Não é novidade que uma dieta não saudável e a inatividade física são fatores causadores de diversos males à saúde.

Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório sobre nutrição e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, onde é citada a necessidade de controlá-las.

No entanto, o estudo sugere que antes de proibir ou inserir mensagens negativas em comerciais televisivos ou material publicitário, devem ser estudadas e consideradas todas as formas de marketing que podem atingir crianças e adultos.

"A proibição poderá contribuir com o desenvolvimento de ferramentas e formas de abordagem que podem ser danosas às crianças. Estudos são necessários para encontrar o equilíbrio sustentável das atividades econômicas envolvidas e do desenvolvimento infantil", conclui Amanda.
Diário da Saúde!!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Regras sobre creatina e cafeína em alimentos são adiadas!!!


Informações nos rótulos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prorrogou por mais seis meses o prazo de adequação às novas regras referentes à liberação do uso da creatina e da cafeína em alimentos para atletas.

A decisão da agência foi motivada por um pedido do setor para evitar a descontinuidade na produção.

Com isso, o prazo para adequação dos rótulos e produtos será 27 de abril de 2012.

Creatina e cafeína

Para alguns atletas, o uso correto da creatina e da cafeína auxilia no desempenho durante exercícios repetitivos de alta intensidade e curta duração e na resistência aeróbica, de acordo com a Anvisa.

Apesar de a liberação da creatina e da cafeína ser uma reivindicação antiga dos produtores de alimentos para atletas, elas não podiam ser comercializadas no Brasil, na forma de suplementos destinados a atletas.
Diário da saúde!!!

Escolas não estimulam a criatividade corporal de crianças!!!


Sem novidades

Estudo desenvolvido na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) analisou a movimentação dos corpos, os contatos físicos, as ordens com relação ao posicionamento e como os corpos ocupavam os espaços na sala de aula.

"O que mais chamou a atenção foi o quanto é pedido para que as crianças fiquem quietas e, ao mesmo tempo, o quanto elas conseguem se movimentar, e o quanto criam suas linhas de fuga", revela a pedagoga Adriana Maimone Aguillar, autora da pesquisa.

Linhas de fuga são as formas encontradas pelos alunos para não cumprir a regra de ficar quieto, sentado em seu lugar. Podem ser o contato físico com colegas na sala ou sair para ir ao banheiro, por exemplo.

Regras de movimentação

Segundo ela, a escola oferece poucas oportunidades institucionalizadas de movimentação corporal.

"Na educação infantil, por exemplo, não existia nem aula de educação física. No ensino fundamental já havia, mas o que ocorria era um processo de enrijecimento, de ordem, regras", afirma.

No trabalho a pesquisadora ainda destaca que os espaços utilizados para as aulas de educação física não eram os mais adequados. Muitas vezes os alunos ficavam na própria sala de aula.

Em uma das escolas pesquisadas, a quadra estava com muita poeira e sujeira de pombos. Ainda assim, as crianças estavam lá e colocavam a mão no chão.

Linhas de fuga construtivas

O sufocamento da criatividade não ocorre apenas na esfera física, corporal, mas também nas atividades racionais. "Desde a educação infantil começa a lógica de embrutecimento do corpo. Mesmo as atividades racionais aplicadas não são criativas. O que predomina é a ordem, a cópia", diz Adriana.

A principal preocupação que o estudo traz é perceber até que ponto as linhas de fuga continuarão construtivas.

"Na pré-adolescência começam a surgir as linhas de fuga negativas, como a evasão escolar ou até o ato infracional, as drogas", alerta a pedagoga.

Incentivo à arte

Outras percepções são a ausência do estímulo a arte, criação e invenção na escola.

Segundo a pesquisadora, perdia-se muito tempo nas aulas tentando acalmar as crianças, deixá-las quietas, tempo que poderia ser melhor aproveitado com outras atividades.

"Já existem estudos que propõem outras formas de ensino na escola, mas que são pouco aplicadas", diz. Para ela, isso é um reflexo da sociedade, que prima pela obediência e a racionalização dirigida.

Mais uma preocupação é saber como repensar os espaços fechados, a vivência emparedada na escola e na sociedade.

"Isso é reflexo da sociedade também. Cria-se um encaixotamento do pensamento, uma mentalidade quadrada, cristalizada", diz Adriana.

Além disso, espaços fechados podem facilitar a propagação de doenças e prejudicar a saúde dos alunos.

"Nas salas havia muitas crianças gripadas, resfriadas. As observações foram feitas na época do vírus H1N1, da 'gripe suína', portanto, a questão dos espaços fechados aglomerados de pessoas tornou-se uma preocupação, uma das questões a serem pensadas".

Postura das professoras

A diferença de comportamento da turma da educação infantil para o ensino fundamental mudou de uma maneira inesperada: passou a ser mais frequente uma criança escapar da regra e não obedecer a professora.

"Na educação infantil a turma já era bem disciplinada. Não havia parque para diversões ou brincadeiras. No ensino fundamental, as linhas de fuga eram mais aparentes. Isso se deve, provavelmente, pelas diferenças de postura entre as professoras. Uma conseguia fazer com que as crianças obedecessem mais que a outra", afirma.
Diário da saúde!!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Consumidores não dão atenção à tabela nutricional dos alimentos!!!


Falar e fazer

As tabelas nutricionais impressas nas embalagens de alimentos não são levadas tão a sério pelos consumidores como se imaginava.

Uma pesquisa comparou o que os consumidores dizem sobre ler as tabelas nutricionais e o que eles realmente leem.

Para isso, cientistas da Universidade de Minnesota (EUA) usaram equipamentos especiais para rastrear onde os olhos dos consumidores estavam focados ao olhar a embalagem dos alimentos.

A seguir, eles foram entrevistados e relataram o quanto achavam importante as tabelas nutricionais e o quanto eles haviam lido.

Mas os resultados não coincidiram.

Atenção finita

Os consumidores afirmam ler muito mais a tabela nutricional do que realmente o fazem.

A leitura objetiva foi determinada usando um aparelho de rastreamento dos olhos.

A conclusão é que, quando o consumidor olha para a tabela nutricional, ele olha principalmente para o seu centro, o que significa que ele lê os primeiros itens e interrompe a leitura antes de chegar ao final da tabela.

"Os resultados mostram que os consumidores têm uma faixa de atenção finita para as tabelas de informação nutricional: embora a maioria dos consumidores tenha olhado para as tabelas, muito poucos olharam todos os itens da tabela," afirmam Dan Graham, e Robert Jeffrey.

Informações mais importantes da tabela nutricional

Enquanto 31% dos consumidores afirmaram ler as informações sobre conteúdo de gordura, o aparelho revelou que apenas 9% deles realmente fazem isso.

Apenas 1% dos participantes da pesquisa consultou os itens mais importantes na tabela - gordura total, gorduras trans, açúcar e tamanho da porção.

Mas a disposição da tabela na embalagem também ajuda: as tabelas nutricionais foram lidas em 61% das vezes quando elas estavam na parte frontal da embalagem, contra 34% quando estavam nas laterais.
Diário da saúde!!!

Professoras também confundem doces com remédios!!!


As duas cientistas-mirins deram um conselho sábio: fabricar medicamentos que não se pareçam com doces e balas.[Imagem: Kris Gittelman]




Cientistas-mirins

Que as crianças podem engolir um comprimido pensando que é um doce é algo bem-sabido.

Mas quando professoras do jardim-de-infância começam a se confundir também é sinal de que algo precisa ser feito bem rápido.

E os resultados surpreendentes, apresentados durante a reunião anual da Sociedade Americana de Pediatria, não são fruto da pesquisa de cientistas profissionais.

Casey Gittelman e Eleanor Bishop têm apenas 12 anos de idade, e fizeram seu trabalho, intitulado "Doce ou Remédio: As Crianças sabem a Diferença?", com a ajuda de profissionais do Hospital Infantil de Cincinnati (EUA).

Remédios confundidos com doces

As duas estudantes-cientistas obtiveram 20 tipos de medicamentos no hospital, em formato de comprimidos ou cápsulas, e os misturaram com 20 balas e doces.

A mistura perigosa foi apresentada a 30 crianças e 30 professoras de um jardim-de-infância, pedindo-se que elas identificassem o que era doce e o que era remédio.

As crianças incorreram em erro em 29% das vezes.

Mas a surpresa maior veio com uma taxa de 22% de erro das professoras, em um nível não muito distante das próprias crianças.

Os erros mais comuns incluíram a confusão de doces M&Ms com um descongestionante (Coricidin) (43%)), balas SweeTARTS com Milanta (53%), doce de amendoim (Reese's Pieces) com descongestionante (Sine-off) (50%) e balas SweeTARTS com antiácido (Tums) (53%).

Como guardar remédios

As cientistas-mirins também perguntaram aos voluntários da sua pesquisa como os medicamentos eram guardados em suas casas.

"Nós descobrimos que nem as professoras e nem os estudantes guardam seus remédios em casa de forma apropriada," contou Casey.

"Intervenções para educar as famílias sobre como armazenar os medicamentos de forma segura, e o desenvolvimento de medicamentos com aparência diferente podem reduzir a ingestão acidental de remédios," concluíram sabiamente as duas colegas.
Diário da Saúde!!!

Nova recomendação sobre meias elásticas e varizes!!!


Qual é a melhor meia elástica?

Qual o melhor tipo de meia elástica para suavizar o cansaço nas pernas devido às varizes?

Qual o melhor tratamento cirúrgico de varizes?

Estas são algumas das questões respondidas pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) em uma nova orientação divulgada para os médicos de todo o país

As orientações são fruto de dois anos de estudos, com o auxílio de 142 especialistas.

Meia elástica compressiva

O primeiro guia confirma o benefício do uso das meias compressivas - também conhecidas como meias medicinais - no tratamento das varizes e institui as regras de como prescrevê-las com segurança.

A meia elástica compressiva ajuda no retorno do sangue ao coração. É altamente indicada para pessoas que têm varizes e ao final do dia ficam com dor e inchaço nas pernas. Em viagens longas é fundamental para proporcionar alívio.

"Três questões são fundamentais na hora de se prescrever a meia elástica. É preciso saber qual a compressão exata de que o paciente necessita - ela varia de 10 mmHg a 60 mmHg -, qual o melhor modelo (3/4, 7/8, meia tipo calça), e qual o tamanho da perna (P, M ou G)", explica o cirurgião vascular Marcondes Figueiredo.

Não pegue meia emprestada

De acordo com Figueiredo, o uso da meia elástica é importante para evitar dores no fim do dia, mas a técnica não evita o aparecimento das varizes.

"A meia simplesmente diminui a dor e o edema (inchaço) daquelas pessoas que têm insuficiência venosa ou linfática. A pessoa não terá menos varizes se usar a meia, mas sim ganhará qualidade de vida, pois não sentirá tanta dor ao final do dia", explica.

O médico alerta que comprar uma meia sem saber exatamente qual é a melhor no seu caso pode trazer problemas.

"O que acontece muito e é errado, é pegar uma meia emprestada para usar. Cada pessoa terá a prescrição para uso de uma meia em específico. O que pode acontecer é você não se adaptar à meia da outra pessoa e achar que a meia é ruim de se usar," afirma.

Cirurgias de varizes

A segunda diretriz discorre sobre os tipos de procedimento: conservador, cirúrgico e endovascular.

Os médicos fazem uma comparação da qualidade de vida do paciente após os diversos tipos de tratamento: medicamentoso, cirurgia aberta, radiofrequência endovascular, laser e escleroterapia com espuma.

Depois de comparar a cirurgia aberta com os tratamentos mais recentes - como a radiofrequência endovascular, o laser e a escleroterapia com espuma - os especialistas concluíram que os procedimentos menos invasivos proporcionam um retorno às atividades habituais mais cedo.

Contudo, ainda não há estudos comparativos sobre a qualidade de vida a longo prazo (após 3 a 5 anos do procedimento).
Diário da Saúde

Nova geração pode ficar traumatizada pela falta de emprego!!!


Jovens traumatizados

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) emitiu um alerta para os riscos de uma geração de jovens "traumatizada" pelo agravamento da crise mundial.

Segundo um relatório da instituição, os jovens podem sofrer o impacto do desemprego alto nas economias mais avançadas e do aumento do número de trabalhadores pobres nos países em desenvolvimento.

O relatório "Tendências Mundiais do Emprego Juvenil" de 2011 indica que além de criar "um mal-estar social provocado pelo desemprego e trabalhos precários, a crise pode resultar em salários mais baixos no futuro".

"Esta frustração coletiva dos jovens foi um dos motores dos movimentos de protestos que ocorreram neste ano em todo o mundo. Tornou-se cada vez mais difícil para os jovens conseguirem algo diferente de um trabalho por meio período ou temporário", diz a organização, que cita como exemplo as revoltas da primavera árabe. Desistência

Impactos da crise no mercado de trabalho

A OIT havia publicado em agosto de 2010 um relatório sobre o impacto da crise econômica global no mercado de trabalho para os jovens entre 15 e 24 anos. Mas em razão do aumento das incertezas no cenário econômico, decidiu atualizar as tendências.

No relatório anterior, a organização constatou que em 2009, o pico da crise, o número de jovens desempregados havia aumentado em 4,5 milhões, um recorde. A média até 2007, antes da crise, era de menos de 100 mil pessoas por ano.

Segundo o novo documento, a crise no mercado de trabalho dos jovens continua grave em 2011. Se os números registram uma leve queda, isso é devido ao fato, diz a OIT, de que muitos jovens simplesmente desistiram de procurar emprego, sobretudo nos países da União Europeia.

O relatório afirma que a taxa de jovens desempregados no mundo, de 12,7%, permaneceu inalterada entre 2009 e 2010, totalizando


 75,1 milhões de pessoas no ano passado. Em 2011, o número de jovens sem emprego deverá cair para 74,6 milhões (12,6%).

Desencorajados

A OIT diz ainda que 2,6 milhões de jovens a menos do que o previsto nas estimativas entraram no mercado de trabalho em 2010, nos 56 países onde os dados foram apurados.

"Muitos desses 2,6 milhões são certamente jovens desencorajados que esperam a recuperação da economia. Eles devem retornar ao mercado de trabalho como desempregados, o que significa que as estatísticas oficiais subestimam sem dúvida a dimensão real do problema nas economias desenvolvidas."

O relatório cita o exemplo da Irlanda, país fortemente afetado pela crise da dívida soberana, onde o desemprego dos jovens - que saltou de 9% em 2007 para 27,5% em 2010 - poderia ser 19 pontos percentuais mais alto se as estatísticas levassem em conta os que se voltaram a estudar ou desistiram de procurar emprego.

A taxa dos que trabalham por meio período aumentou em todos os países desenvolvidos, com exceção da Alemanha. Na Irlanda e na Espanha, por exemplo, o aumento foi de 17 e 8,8 pontos percentuais, respectivamente.

Desemprego juvenil

Em alguns países em desenvolvimento, como os do sudeste asiático e os da África, as taxas de desemprego juvenil são menores, de acordo com o relatório.

No entanto, a organização afirma que isso não significa que a situação nessas regiões seria melhor do que a das economias avançadas.

"Isso quer dizer simplesmente que os jovens dos países em desenvolvimento, com pouca ou nenhuma proteção social, não têm outra opção além de trabalhar", diz o documento.
Diário da Saúde!!!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Metade dos motociclistas internados por acidentes terá sequelas!!!

Invalidez temporária ou permanente

De cada dez motociclistas internados por causa de acidentes de trânsito, oito (82,4%) não conseguem voltar ao trabalho após seis meses de tratamento.

O estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com o acompanhamento de 84 pacientes do Hospital das Clínicas (HC), revelou ainda que quase metade dos acidentados (47%) teve sequelas permanentes, incluindo 14,7% que ficaram inválidos.

Os dados foram apresentados no Fórum Segurança e Saúde, que debate propostas para diminuir o número de acidentes com motocicletas no país.

Acidentes com motos

Para o ortopedista do HC Marcelo Rosa, os números indicam que os danos sociais dos acidentes envolvendo motos são muito maiores do que a quantidade de mortos. "Além da morte que, por si só, é um problema grave, há o sequelado, com todas as implicações econômicas e sociais que isso acarreta".

Somente o tratamento dos pacientes acompanhados pela pesquisa custou R$ 3 milhões.

Segundo balanço da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 478 motociclistas morreram no trânsito paulistano em 2010. O HC estima que, para cada morte registrada, há quatro condutores com ferimentos graves.

Como possíveis causas dos acidentes, o estudo aponta a imperícia e imprudência dos pilotos.

Segundo a pesquisa, 80% dos motociclistas acham que não foram culpados pelas colisões e quedas. Marcelo Rosa, que também é piloto de motocicleta, acredita que o dado demonstra que "a percepção deles de perigo é um pouco alterada".

De acordo com a pesquisa, 32,4% dos pacientes aprendeu sozinho a conduzir motocicletas, 25% aprenderam em autoescolas, 19% com amigos e 19% com parentes.

Fragilidade do veículo

Na opinião do médico, falta o entendimento da fragilidade do veículo de duas rodas no trânsito. "A pessoa que dirige moto tem que se conscientizar que está usando um meio de transporte que é mais frágil. Portanto, o meu cuidado ao dirigir uma moto tem que ser redobrado".

Sobre o perfil do acidentado, 70% dos motociclistas pesquisados têm entre 19 e 30 anos e 67% usam o veículo como meio de transporte no dia a dia; 34% utilizam para o lazer e 31% em atividades profissionais.

O representante da Federação de Motoclubes de São Paulo, Paulo César Lodi, conhecido como Pica-Pau, atribui o elevado número de acidentes graves à formação deficiente dos motociclistas. "Se houver uma boa educação, um rigor maior na lei para tirar a carta [Carteira Nacional de Habilitação], a médio e longo prazos a gente consegue fazer alguma coisa".
Daniel Mello - Agência Brasil!!!
Diário da Saúde!!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

ONU aponta consumo abusivo de remédios no Brasil!!!

Opioides

Relatório divulgado hoje pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) alerta para o consumo abusivo de medicamentos no Brasil - sobretudo emagrecedores a base de anfetamina.

Em toda a América do Sul, a estimativa é que entre 0,3% e 0,4% da população adulta (15 a 64 anos) faça uso não-médico de opioides de prescrição, com um total de usuários variando entre 850 mil e 940 mil. No Brasil, o percentual chega a 0,5%.

O documento indica uma alta prevalência de consumo desses medicamentos também na Costa Rica (0,5%) e no Chile (0,6%).

Medicamentos controlados

Durante o lançamento do relatório, o diretor de Assuntos Internacionais da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), Vladimir de Andrade, destacou as estratégias adotadas pelo governo brasileiro em relação ao consumo de substâncias controladas, como a retenção de receita médica e a proibição de misturas.

Este ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) levantou a possibilidade de proibir a comercialização de emagrecedores, alegando que os riscos à saúde superam os benefícios - mesmo quando as drogas são prescritas.

O representante do Unodc para o Brasil e o Cone Sul, Bo Mathiasen, afirmou que, em todo o mundo, cerca de 210 milhões de pessoas (4,8% da população com idade entre 15 e 64 anos) usaram drogas ilícitas pelo menos uma vez nos últimos em 2010.
Paula Laboissière - Agência Brasil!!!
Diário da Saúde!!!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Lava-louças estão infectadas com fungos patogênicos!!!


Fungos extremos

Um fungo potencialmente patogênico encontrou um novo lar nas condições extremas de um dos aparelhos domésticos mais comuns atualmente, as lavadoras de louça.

Os pesquisadores descobriram que as lava-louças representam habitats perfeitos para os fungos chamados extremo-tolerantes (extremófilos ou extremofílicos), o que inclui as leveduras negras.

Alguns deles são especialmente perigosos para a saúde humana.

Infecção mundial

Uma característica típica de aparelhos como máquinas de lavar louça, máquinas de lavar e máquinas de café é um ambiente úmido e quente.

No caso das máquinas de lavar louça, altas temperaturas entre 60 º a 80 º C são produzidas de forma intermitente. Além disso, detergentes agressivos e altas concentrações de sal são utilizados em cada ciclo de lavagem.

Os pesquisadores coletaram amostras de fungos potencialmente patogênicos em máquinas de lavar louça de domicílios de 101 cidades em 6 continentes.

62% das máquinas de lavar louça continham fungos na borracha da porta, 56% dos quais incluíam as leveduras poli-extremo-tolerantes Exophiala dermatitidis e E. phaeomuriformis.

Ambas as espécies Exophiala apresentaram tolerância notável ao calor, altas concentrações de sal, detergentes agressivos, e água tanto ácida quanto alcalina.

Esta é uma combinação de propriedades extremas nunca observada anteriormente em fungos.

Fungos e leveduras patogênicos

A Exophiala dermatitidis é raramente encontrada isolada na natureza, mas é frequentemente encontrada como um agente de doença humana, tanto em pessoas debilitadas quanto saudáveis.

Elas são também conhecidas por seu envolvimento na colonização pulmonar de pacientes com fibrose cística e, ocasionalmente, causam infecções fatais em humanos saudáveis.

A invasão de leveduras negras nas residências representa um potencial risco à saúde.

Segundo os cientistas, a descoberta dessa presença generalizada de fungos extremofílicos em alguns dos aparelhos domésticos mais comuns sugere que estes organismos têm passado por um processo evolutivo extraordinário que pode representar um risco significativo para a saúde humana no futuro.
Fin Galligan
Diário da Saúde!!!

O Mito da Abelha Rainha: As mulheres são mesmo chefes ruins!!!

Simplesmente colocar as mulheres em posições mais altas e esperar que elas sirvam como mentoras de carreira para outras mulheres não vai funcionar. [Imagem: Wikimedia/Waugsberg]

Preconceito às avessas

Chefes do sexo feminino têm uma reputação de não serem muito agradáveis.

Algumas apresentam o que é chamado de comportamento de abelha rainha, distanciando-se das outras mulheres e se recusando a ajudar outras mulheres à medida que sobem na hierarquia.

Agora, um novo estudo, que será publicado na próxima edição da revista Psychological Science, concluiu que esse comportamento de fato existe.

Contudo, segundo as cientistas, é errado culpar a mulher por este comportamento: a verdadeira culpa caberia ao ambiente machista das empresas.

Sexismo

Belle Derks e suas colegas da Universidade de Leiden, na Holanda, fizeram uma série de pesquisas sobre como as pessoas respondem ao sexismo.

A partir de suas próprias observações de mulheres no local de trabalho, elas acreditam que as mulheres são frequentemente avaliadas por um padrão diferente daquele dos homens: comportamentos que seriam vistos de forma positiva nos homens, como a competitividade, são vistos negativamente quando as mulheres os adotam.

As pesquisadoras queriam verificar se o comportamento de abelha rainha - negar que a discriminação de gênero seja um problema, por exemplo - pode ser uma resposta às dificuldades de um ambiente dominado pelos homens.

Identidade de gênero

Elas aplicaram um questionário para 63 profissionais seniores nos departamentos de polícia em três cidades holandesas.

Uma das primeiras perguntas versava sobre a importância de sua identidade de gênero no trabalho. Por exemplo, foi-lhes perguntado o quanto elas se identificavam com outras mulheres na força policial.

Metade das participantes foi orientada a escrever sobre um exemplo de uma situação em que elas entendiam que ser mulher era prejudicial para elas no trabalho, elas eram discriminadas, ou ouviram outras pessoas falando negativamente sobre as mulheres.

A outra metade foi orientada a escrever sobre uma situação em que seu sexo não representou problema e que elas foram avaliadas por suas habilidades pessoais.

Então as mulheres foram questionados sobre seu estilo de liderança, quão diferentes elas se sentiam de outras mulheres, e se sentiam que o preconceito de gênero era um problema no seu trabalho.

Comportamento de abelha rainha

As respostas dependeram da força da identidade de gênero de cada uma no trabalho, ou seja, da resposta àquela primeira pergunta.

Aquelas que começaram dizendo que se identificavam pouco com outras mulheres no trabalho responderam como uma autêntica abelha rainha - que possuíam um estilo masculino de liderança, que eram muito diferentes das outras mulheres e que o preconceito de gênero não era um problema.

Aquelas que se identificaram fortemente com seu gênero no trabalho tiveram a resposta oposta - que se preocupavam com o preconceito de gênero e que se sentiam motivadas a ajudar outras mulheres em suas carreiras.

Mulheres no topo

O fato de que apenas algumas mulheres adotam o comportamento de abelha rainha, e somente depois de terem sido induzidas a pensar sobre o preconceito de gênero, sugere que, para as organizações que querem mais mulheres no topo, simplesmente colocar as mulheres em posições mais altas e esperar que elas sirvam como mentoras de carreira para outras mulheres não vai funcionar.

"Se você simplesmente colocar mulheres em posições mais altas sem fazer nada sobre o preconceito de gênero na organização, estas mulheres serão forçadas a se distanciar do seu grupo," afirma Derks.

Elas poderão negar a existência do preconceito de gênero ou evitar ajudar as mulheres abaixo delas na hierarquia.

As pesquisadores concluem ponderando o que seria de se esperar de uma chefe que precisa analisar as oportunidades para todo o grupo: "Algumas mulheres vão escolher outras mulheres. Mas por que elas deveriam escolher dentre seu próprio grupo? Os homens não precisam fazer isso," diz Derks.
Diário da Saúde!!!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Medicalização de crianças transforma modo de ser em doença!!!


Doenças inventadas

O Brasil vive uma epidemia de diagnóstico de transtorno de déficit de atenção, hiperatividade, transtorno de oposição desafiadora, depressão, dislexia e autismo em crianças e adolescentes.

Entre 5% e 17% de crianças encaminhadas para serviços de especialidades médicas recebem uma receita com medicações extremamente perigosas, como psicoestimulantes, antidepressivos e antipsicóticos.

O remédio tomou conta do processo de educação e atribuiu ao organismo da criança a responsabilidade pelo aprendizado.

Foi isto o que mais de 1.200 profissionais da área da saúde e educadores ouviram em duas sessões realizadas no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Medicalização do modo de ser

Segundo o pediatra Ricardo Caraffa, as crianças acabam sendo diagnosticadas muito rapidamente e de forma errônea sem receber nenhum outro tipo de atenção e análise.

Num esforço de reverter esse quadro, foi realizado em São Paulo, no mês de novembro, um fórum sobre o tema.

Cerca de 450 participantes de 27 entidades assinaram um manifesto no qual afirmam que a aprendizagem e os modos de ser e agir têm sido alvos da medicalização, transformando as crianças em consumidores de tratamentos, medicamentos e terapias.

"A venda de medicamentos à base de metilfenidato aumentou 1.000 por cento nos últimos anos. São dois milhões de caixas por ano. Esse número é muito expressivo", explicou Caraffa.

Diferenças pessoais, não doenças

Para a pediatra, professora e pesquisadora da Unicamp, Maria Aparecida Affonso Moysés, existem doenças e problemas de saúde que podem interferir com o desenvolvimento cognitivo e afetivo das pessoas.

Existem pessoas que aprendem com mais facilidade que outras e existem pessoas tranquilas, calmas, apáticas, agitadas, empolgadas e mais agressivas.

E entre os extremos há infinitas possibilidades.

Ainda segundo Moysés, existem diferentes modos de aprender e lidar com que já foi aprendido e cada um estabelece os seus próprios processos cognitivos e mentais para aprender.

"Cada ser humano é diferente do outro. Quais são as evidências científicas que comprovam que doenças biológicas e psiquiatras comprometem exclusivamente a aprendizagem?", questionou a pesquisadora que desenvolve um trabalho juntamente com Cecília Colares, da Faculdade de Educação, sobre déficit de atenção.

Retrocesso

Para a psicóloga da USP Marilene Proença Souza, a criança brinca, faz birra, chora e tenta impor sua vontade.

Mas, hoje em dia, quando ela corre um pouco mais é dita como hiperativa, se fala muito é rotulada de desatenta, e se troca letras no processo de alfabetização - o que é esperado - dizem que ela tem dislexia.

Segundo Marilene, ao diagnosticar a criança com algum distúrbio, a sociedade está deixando de considerar todo o processo de escolarização que produz o não-aprender e o não-comportar-se em sala de aula.

"Do ponto de vista da psicologia da educação, estamos vivendo um retrocesso. Estamos culpando a criança por não aprender e medicando-a. O remédio não pode ocupar o lugar da escola e da família. Se assim for, estamos invertendo valores do campo da saúde, da educação e da psicologia com relação ao desenvolvimento infantil e deixando de usar todos os instrumentos pedagógicos no início do processo de alfabetização", disse Marilene.

Problemas medicalizados já consomem mais recursos do que o câncer
Edimilson Montalti
Diário da Saúde!!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Por que fazer dieta deixa as pessoas com raiva?

Os estudos médicos descobriram que pessoas em dieta tendem a ser irritáveis e agressivas. Mas há caminhos para se livrar da raiva. [Imagem: UCSD]

Raiva da dieta

Você acabou de decidir comer uma maçã em vez de uma barra de chocolate?

Então estar se sentindo feliz, porque está fazendo o que é bom para você mesmo, certo?

Bem, de acordo com pesquisadoras das universidades da Califórnia e Northwestern, ambas nos Estados Unidos, o mais provável é que você esteja com raiva.

Wendy Liu e suas colegas realizaram uma série de experiências com alunos de graduação e concluíram que o exercício do autocontrole gera sentimentos de raiva.

O achado não surpreendeu as pesquisadoras. "Ficamos surpresas que um monte de gente não veja isso", disse Liu.

Autocontrole e raiva

Outros estudos já haviam relacionado o autocontrole com o comportamento agressivo.

As pesquisadoras decidiram concentrar-se nas dietas porque esta é uma uma das formas de autocontrole mais comuns no dia-a-dia da vida moderna.

Os estudos médicos descobriram que pessoas em dieta tendem a ser irritáveis e agressivas, escrevem as pesquisadoras.

A teoria mais aceita para explicar o fenômeno é que o uso do autocontrole desgasta a pessoa, que se torna menos propensa o usar o autocontrole novamente, tornando mais difícil controlar o comportamento agressivo.

Mas as pesquisadoras projetaram seus experimentos para questionar essa teoria: elas queriam ver se as pessoas mostram uma tendência para a raiva mesmo quando não precisam exercer o autocontrole por uma segunda vez.

E foi justamente isso o que ocorreu.

"Não se trata de habilidades," disse Liu. "Você pode continuar exercendo o autocontrole, e ainda assim você fica com raiva."

Evitar as tentações

Então, se usar o autocontrole nos faz sentir raiva, haveria algo que possamos fazer a esse respeito?

Uma dica, segundo as pesquisadoras, é não se colocar em uma posição onde precise usar o autocontrole para escolher uma comida saudável.

Por exemplo, evite encher a geladeira com alimentos não saudáveis que você possa se sentir tentado a comer mais tarde. Para isso, vai ajudar bastante se, no supermercado, você simplesmente não passar pelo corredor das comidas não-saudáveis.

"Você não pode confiar somente na força de vontade", diz Liu.

Opção cognitiva

Você também pode tentar pensar de forma diferente sobre alguns alimentos.

"A razão pela qual nós pensamos que o chocolate é gratificante é porque nós o associamos a uma gratificação imediata", explica Liu.

Então, é só tentar mudar de ideia quanto àquilo que não faz bem à sua saúde - um sabor imediato e de curta duração realmente vale mais a pena do que dias, meses e anos inteiros lastimando o fracasso da sua dieta?
Redação do Diário da Saúde!!!

Dependência e passividade: você pode ter uma sem a outra!!!


Dependência ativa e positiva

Quando se fala em uma pessoa dependente, o mais comum é que se pense em alguém carente e passivo.

É assim que muitos psicólogos e terapeutas pensam nessas pessoas também: a passividade é vista como sendo o elemento a chave.

Mas a dependência é de fato mais complexa e pode mesmo ter aspectos ativos e positivos.

É o que defende Robert Bornstein, autor de um artigo publicado na última edição da revista científica Current Directions in Psychological Science.

Vontade de impressionar

Bornstein foi levado a um conceito diferente de dependência por uma série de experimentos que reuniu pessoas dependentes e não-dependentes para discutirem assuntos sobre os quais ambas discordavam.

Seguindo a hipótese tradicional que liga dependência e passividade, seria de se esperar que a pessoa dependente acabaria concordando com seu debatedor.

Mas foi o contrário que aconteceu: em 70 por cento das vezes, foi a pessoa não-dependente que deu o braço a torcer e abriu mão de sua posição.

Isso demonstra, segundo o pesquisador, que o pressuposto dos psicólogos está errado, que as pessoas dependentes não são sempre passivas.

O motivo para esse resultado, concluiu ele, era que as pessoas dependentes queriam impressionar o professor que estava realizando o experimento.

Origem da dependência

"Meu entendimento, baseado nos estudos que fizemos até agora, é que o núcleo de uma personalidade dependente é uma percepção de si mesmo como um pessoa indefesa, vulnerável e fraco," diz Bornstein.

Ele acredita que isso muitas vezes resulta de pais superprotetores ou autoritários. Então, as pessoas dependentes decidem "que o caminho a seguir na vida é encontrar alguém forte e se agarrar a elas a qualquer custo."

Isso significa que elas querem impressionar as figuras de autoridade que podem ajudá-las ou protegê-las. Essas pessoas também tendem a manter relacionamentos a todo custo.

A parte surpreendente é que essa necessidade de impressionar os outros pode levar a um comportamento muito ativo, e não passivo.

Excesso de dependência

A dependência de figuras de autoridade também explica por que as pessoas dependentes são mais propensas a procurar um médico quando têm algum sintoma, e seguirem melhor um regime de tratamento ou um programa de perda de peso quando o médico lhes recomenda.

Outros estudos também concluíram que alunos com personalidade dependente têm melhores resultados na escola porque tendem a procurar uma figura de autoridade, o professor, e pedir ajuda.

Infelizmente, isso pode ir longe demais, e pessoas muito dependentes podem procurar o médico por qualquer coisa e pressionar os professores até a exaustão destes.

Outra descoberta surpreendente é que os homens dependentes são mais propensos a cometer violência doméstica. Eles ficam tão preocupados em manter o relacionamento que, "Quando estão desesperados, eles recorrem a táticas coercitivas," escreve o pesquisador.

Dependência saudável

Bornstein acredita que a nova forma de pensar sobre a dependência é útil para os cientistas e também para os terapeutas.

"Estou tentando induzir uma mudança fundamental na maneira que os psicólogos e terapeutas lidam com os pacientes dependentes", diz ele.

Tradicionalmente, o objetivo era fazer com que a dependência fosse embora.

"Minha opinião sobre isso é que a maneira mais eficaz para lidar com pacientes dependentes é transformar a dependência não-saudável em dependência saudável."
Redação do Diário da Saúde!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ecomuseu Ilha Grande lança Concurso de Fotografia!!!


Ecomuseu Ilha Grande lança Concurso de Fotografia

Dividido em quatro programas distintos e interdependentes, a saber: o
Museu do Cárcere, o Centro Multimídia, o Parque Botânico e o Museu do
Meio Ambiente, o Ecomuseu Ilha Grande lança inscrições para um
concurso de fotografia sobre o tema da água a partir de 8 de abril de
2011. Iniciativa do Museu do Meio Ambiente, espaço dedicado à promoção
lúdica e criativa da educação ambiental junto à população, o concurso
é dividido em duas categorias, abrangendo o trabalho de jovens entre
12 e 17 anos na categoria 1, e na categoria 2, envolvendo fotos
produzidas por maiores de 17 anos.

Os fotógrafos que apresentarem as melhores imagens com o tema “Olhares
da Água para a Vida na Ilha Grande” estarão concorrendo a um
porta-retrato digital e à incorporação das imagens ao acervo do
Ecomuseu. As inscrições são gratuitas e serão encerradas no dia 14 de
maio de 2011. As imagens podem ser produzidas em máquinas
convencionais ou digitais, mas todas devem ser enviadas para o
endereço eletrônico ecomuseu.meioambiente@gmail.com com pelo menos 300
dpi de resolução e sem retoques em programas de manipulação digital.
As regras estão publicadas no edital disponível no endereço:
http://www.decult.uerj.br/imagens/RegulamentoConcursodeFotografia.pdf .

O tema do concurso busca a reflexão sobre a água, e suas diversas
expressões (sociais, culturais, estéticas, simbólicas, econômicas,
artísticas e religiosas). Desta forma, objetiva colaborar para que o
olhar extrapole a visão da água como simples elemento da natureza,
vinculando-a a outros sentidos e significados.

A iniciativa tem suporte nos projetos aprovados pela Fundação Carlos
Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ
– (Prioridade Rio/2010 – Apoio ao estudo de temas prioritários para o
Governo do Estado do Rio de Janeiro e EXTPESQ/2010 – Programa de Apoio
a Projetos de Extensão e Pesquisa); enquadrando-se entre as atividades
previstas que visam ao envolvimento das comunidades locais da Ilha
Grande e ao reconhecimento de práticas ambientalmente sustentáveis,
com foco nos ambientes hídricos da Ilha Grande.

mentes em Ação!!!

FOTO COMO DOCUMENTO, FOTO COMO ARTE !!!


FOTO COMO DOCUMENTO, FOTO COMO ARTE

Registrar um momento especial, documentar um fato noticioso, produzir
uma obra de arte, denunciar situações de exploração. O ato fotográfico
pode ser motivado por uma infinidade de provocações do mundo. Desde o
século XIX, quando a impressão de um instante num pedaço de papel
reconfigurou o papel das artes visuais, lançando a pintura na corrida
selvagem que desembocou na abstração e no novo figurativismo, passando
pelas vanguardas clássicas, a fotografia se desenvolveu como arte de
documentação do real e adquiriu status de meio de expressão estética.

A substituição do gesto artesanal do pincel pelo clique numa máquina
de espelhos e lentes, capaz de aprisionar luz, lançou as
representações do mundo em novo universo a ser explorado por
profissionais e especialistas, e, hoje, por qualquer um que possua um
aparelho celular dos mais baratos disponíveis no mercado. A
banalização do registro maquínico do real por meio do barateamento das
tecnologias de captura, projeção, transmissão e impressão de imagens
cada vez mais abundantes democratiza também a expressão de pontos de
vista sobre determinados temas em pauta nas discussões da opinião
pública.

O tema incansavelmente frisado do meio ambiente e da ecologia ganha
concretude na proposta inovadora da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro com o Ecomuseu Ilha Grande, unidade que restitui à sociedade,
sob a forma de investimentos na preservação e difusão do patrimônio
ambiental de Mata Atlântica, um espaço onde antes funcionou uma
instalação de encarceramento de presos políticos, o Instituto Penal
Candido Mendes, por onde passaram personalidades como Graciliano Ramos
e Fernando Gabeira. As pesquisas acadêmicas, o ensino de graduação e
pós-graduação e as atividades de extensão e cultura convergem num
mesmo espaço para a produção de conhecimento sobre a flora local e
sobre a história política do país.

Mentes em Ação!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dia Mundial da Saúde tem como tema a resistência microbiana

07/04/2011
Dia Mundial da Saúde tem como tema a resistência microbiana
Carolina Pimentel - Agência Brasil
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O combate passa pelo controle da prescrição de antibióticos, o desenvolvimento de novas drogas e a higienização das mãos, principalmente por parte dos profissionais de saúde. [Imagem: OMS]


Bactérias resistentes

A proliferação das bactérias e de outros microorganismos resistentes à maior parte dos medicamentos requer atenção por parte dos governos e das autoridades médicas.

É com esse alerta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o combate à resistência microbiana como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, comemorado hoje (7).

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço desses microorganismos ameaça a eficácia de vários tratamentos e cirurgias, como o de câncer e o transplante de órgãos.

Além disso, a resistência microbiana deixa as pessoas doentes por mais tempo, eleva o risco de morte e torna os tratamentos caros. No ano passado, foram registrados, pelo menos, 440 mil casos de tuberculose multirresistente e 150 mil mortes em mais de 60 países.

Uso de antibióticos

O uso indiscriminado dos antibióticos é apontado como a causa principal para o surgimento das superbactérias.

Desde a descoberta da penicilina, o antibiótico é a grande arma da medicina contra as doenças causadas por bactérias. Com o uso intenso e frequente desse tipo de remédio, as bactérias criaram mecanismos para contornar a ação do remédio, que passa a ser incapaz de matá-la, como explica o imunologista e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Glacus Brito.

"Os antibióticos estão cada vez mais incompetentes no sentido de eliminá-las", disse ele. As superbactérias circulam, principalmente, dentro dos hospitais. Por isso, pacientes internados em unidades de terapia intensiva ou com saúde muito debilitada ficam mais suscetíveis à infecção.

Alho tem atividade antimicrobiana semelhante à dos antibióticos
Educação dos médicos

Para a OMS, o combate passa pelo controle da prescrição de antibióticos, o desenvolvimento de novas drogas e a higienização das mãos, principalmente por parte dos profissionais de saúde.

No entanto, estudos internacionais mostram que grande parte dos profissionais não segue a orientação, ou seja, não adota o hábito de lavar as mãos com água e sabão antes e após atender um paciente ou de algum procedimento cirúrgico.

As justificativas são as mais variadas, como falta de tempo, estrutura ou intolerância aos produtos de assepsia.

O álcool em gel tem sido uma opção de higienização dentro dos hospitais. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatório o uso do produto em unidades de saúde públicas e particulares.

Resistência a antibióticos vai além da ingestão incorreta dos medicamentos
Bactérias não voam

O diretor-geral do Hospital de Base do Distrito Federal, Julival Ribeiro, conta que os suportes com álcool gel podem ser afixados nos corredores, leitos e enfermarias, facilitando o acesso aos profissionais, visitantes e acompanhantes.

"A bactéria não voa. Eu brinco que ela pode voar por meio das mãos, podendo ser levada de um paciente para o outro. É um ato simples e que salva vidas [higienizar as mãos]", destaca o diretor.

Para enfrentar a resistência microbiana, o ozônio pode ser uma alternativa. O imunologista Glacus Brito desenvolveu uma pesquisa em que já conseguiu matar dez tipos de bactérias resistentes depois de ficarem cinco minutos expostas ao ozônio.

"O ozônio pode ser uma grande alternativa no controle dessas bactérias. A ação do ozônio é diferente do antibiótico. Ele rompe, fura, queima e destrói a parede da bactéria", explicou. Dentro de dois meses, o pesquisador e sua equipe devem iniciar os testes de desinfecção de salas de cirurgia e leitos com vaporização de ozônio.

OMS alerta sobre o perigo das superbactérias
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Vamos fazer exercícios garante a nossa vida saudável!!!

Como a beleza de um coração a escorrer, você e o mais belo amor que Deus fez para viver.

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A Saúde é como a cachoeira a deslizar, temos que cuidar prevenir, vigiar, viverá bem é longo.