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sábado, 4 de junho de 2016

10 alimentos para a sua saúde mental

10 alimentos para a sua saúde mental

        
Todo tipo de alimento já foi associado a algum benefício. Há várias dietas para prevenir milhares de condições – ou então para melhorar algum atributo – por exemplo, há quem coma peixe para ficar mais inteligente, por causa do ômega-3.
Embora não exista tratamento atual que comprovadamente cure a doença de Alzheimer ou a demência, estudos dizem que existem alimentos que desempenham um papel positivo na saúde mental em geral. Quer experimentar uma dieta para um cérebro saudável? Confira a lista abaixo.
1) Amoras
 


Todo mundo sabe que quanto mais velho ficamos, mais difícil fica aprendermos coisas novas. E por quê? Para processar novas informações, as células do nosso cérebro precisam “conversar” umas com as outras. Quanto mais velhas elas ficam, mais inflamam e mais difícil fica para elas se comunicarem. A solução? As maravilhosas amoras possuem potentes antioxidantes conhecidos como polifenóis que diminuem essa inflamação e incentivam a comunicação entre os neurônios, melhorando a nossa capacidade de absorver novas informações.
2) Café
 
Alguns pesquisadores acreditam que a cafeína e os antioxidantes do café são protetores. Um estudo finlandês com mais de 1.400 consumidores de café revelou que as pessoas que bebiam entre três e cinco xícaras de café por dia (com idade entre 40 e 50 anos) tinham 65% menos chance de desenvolver mal de Alzheimer em comparação com os que tomam menos de duas xícaras por dia. Vamos fazer um cafezinho?
3) Maçãs
maca
As maçãs são a fonte principal de quercetina, um químico de plantas antioxidantes que mantém os fluidos mentais protegendo as células do cérebro. A quercetina também defende as células do cérebro de atentados de radicais livres que podem danificar o revestimento exterior dos neurônios e, eventualmente, levar ao declínio cognitivo. Se quiser aproveitar bem, coma as maçãs com casca, local onde se encontra a maioria da quercetina.
4) Chocolate
 
Em 2009, um estudo descobriu que comer pouco menos de 10 gramas de chocolate por dia ajuda a proteger contra perda de memória relacionada à idade. O crédito vai para os polifenóis do cacau, que aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro.
5) Canela
 
Um dos sintomas do mal de Alzheimer são as placas beta-amilóides, bem como o “emaranhado” no cérebro causado por proteínas que podem matar células do cérebro. Agora, pesquisas recentes da Universidade da Califórnia revelam que dois compostos da canela – proantocianidinas e cinamaldeído – podem inativar estas proteínas. A pesquisa ainda está no começo, mas se não ajudar, uma pitada de canela também não vai fazer mal nenhum a ninguém.
6) Espinafre
 
As folhas verdes do espinafre possuem nutrientes como folato, vitamina E e vitamina K, que impedem a demência. Um estudo de 2006 revelou que comer três porções de folhas verdes, vegetais amarelos e/ou crucíferos por dia pode atrasar o declínio cognitivo em 40%. Desses três itens, as folhas verdes são as que mais protegem. Tente regar seu espinafre com um pouco de azeite. Sua gorduras saudáveis aumentam a absorção das vitaminas lipossolúveis E e K.
7) Azeite extra virgem
 
Já ouviu falar em ADDLs? Elas são proteínas induzidas pela doença de Alzheimer que são tóxicas para o cérebro. Nos estágios iniciais da doença, elas “grudam” nas células do cérebro, tornando-as incapazes de se comunicarem umas com as outras e, eventualmente, levando à perda de memória. O azeite extra virgem pode ser um inimigo potente contra ADDLs, pois é rico em oleocanthal, um composto que desativa as perigosas proteínas.
8 ) Salmão
 
O salmão é uma grande fonte de DHA, uma gordura ômega-3 predominante no cérebro, que os pesquisadores acreditam que protege contra a doença de Alzheimer. É também a fonte número um na natureza para obter vitamina D, um nutriente que protege contra o declínio cognitivo. Um estudo de 2010 revelou que os idosos que têm deficiência de vitamina D são 40% mais propensos a sofrer de perda de memória relacionada à idade. Melhor comer um salmão, não?
9) Caril ou Curry
 
A cúrcuma, uma prima do gengibre, é uma das principais especiarias do caril (ou curry). A cúrcuma é especialmente rica em curcumina, um composto que inibe a doença de Alzheimer. Ele não só bloqueia a formação de placas de amilóide beta, como também impede a inflamação dos neurônios e reduz o colesterol que entope as artérias (o que poderia reduzir o fluxo sanguíneo para o cérebro).
10) Suco de uva concórdia
 

Os mesmos polifenóis saudáveis para o coração no vinho tinto e no suco de uva, especialmente na variedade feita a partir de uvas vermelhas e roxas do tipo concórdia, podem também proteger seu cérebro. Pesquisadores descobriram que idosos com declínio de memória que beberam suco de uva diariamente melhoraram significativamente sua memória espacial e sua habilidade de aprendizagem verbal. Os pesquisadores acreditam que, como as amoras, os polifenóis do suco de uva melhoram a comunicação entre as células cerebrais. [CNN]

Mel, cerveja e chá para combater bactérias


O chá, a cerveja, o mel e as esponjas marinhas têm muito mais em comum do que pode parecer.

Todos eles são produtos naturais que, segundo cientistas da Universidade de Cardiff (Reino Unido), têm capacidade de atacar bactérias que nos causam infecções.

O uso desses itens com esse propósito não é novo. Mas, na medida em que os microrganismos aumentam a resistência aos antibióticos, muitos especialistas dizem ser necessário buscar formas alternativas para combatê-los.

"Grande parte do que fazemos é baseado na ciência e na nova tecnologia, mas há muito que aprender com a história," afirma o professor Les Baillie.

Mas então como os remédios naturais podem nos ajudar a combater as infecções e qual são o uso deles hoje em dia?

Mel, cerveja e chá para combater bactérias.
A própolis brasileira é considerada a melhor e a mais rica do mundo. [Imagem: Universidade de Cardiff]
1. Mel, antibiótico natural.
Mel, cerveja e chá para combater bactérias
 A própolis brasileira é considerada a melhor e a mais rica do mundo. [Imagem: Universidade de Cardiff]
O chá, a cerveja, o mel e as esponjas marinhas têm muito mais em comum do que pode parecer.

Poucos remédios naturais são usados há tanto tempo na história do homem quanto o mel.

"O mel foi foi utilizado durante milhares de anos para tratar feridas e, de fato, é usado em hospitais para tratar pacientes com infecções quando antibióticos não são o suficiente", explica Les Baillie.

Depois de provar centenas de mostras enviadas por apicultores de toda a região em Cardiff, a equipe descobriu um tipo de mel em uma cidade galesa chamada Twywyn com a mesma potência antibacteriana do que o famoso mel Manuka da Nova Zelândia.

De acordo com Les Baillie, a pesquisa do mel em climas mais exóticos, como na Floresta Amazônica, poderia permitir um novo enfoque na busca por "plantas exóticas que permitam curar doenças".

2. O lúpulo da cerveja

Já o pesquisador James Blaxland decidiu visitar cervejarias em busca de agentes antibacterianos. Ele pesquisa como o lúpulo, um dos ingredientes principais da cerveja, pode ser utilizado para combater patógenos.

"O lúpulo é utilizado há centenas de anos como aditivo aromatizante da cerveja", diz Blaxland. "No início do século XVIII, esses lúpulos que eram adicionados à cerveja evitavam que ela azedasse, por isso as pessoas começaram a pensar que talvez eles poderiam ter efeitos antibacterianos."

Blaxland está buscando componentes derivados possam ser efetivos na luta contra infecções fortes, como a causada pelo estafilococo, que é resistente à meticilina, ou soluções para o "grande problema" da tuberculose bovina.

Mel, cerveja e chá para combater bactérias.
Se você puder optar pelo chá verde, melhor ainda, porque os benefícios do chá verde incluem melhorar a conectividade do cérebro e "desarmar" o Alzheimer no cérebro. [Imagem: Cortesia Kanko de Nagasaki/Japan]
3. Um chá que mata bactérias
 Mel, cerveja e chá para combater bactérias
Se você puder optar pelo chá verde, melhor ainda, porque os benefícios do chá verde incluem melhorar a conectividade do cérebro e "desarmar" o Alzheimer no cérebro. [Imagem: Cortesia Kanko de Nagasaki/Japan]

Uma bebida muito popular que também possui propriedades antibacterianas é o chá.

"É até surpreendente a quantidade de gente que sabe que o chá contém compostos chamados polifenóis, que matam bactérias", explica Les Baillie.

Em colaboração com colegas de outras universidades, ele está trabalhando no "desenvolvimento" de um chá para tratar a Clostridium Difficile, um tipo de bactéria que vive nos intestinos de muitas pessoas e que, quando cresce de forma descontrolada, pode provocar infecções.

De acordo com Les Baillie, essa bactéria é suscetível a certos polifenóis que se encontram no chá.

"Levando em conta de que se trata de uma doença intestinal e que, quando bebemos chá, ele vai para o intestino, chama a nossa atenção a possibilidade de termos um 'super chá' que seja suficientemente alto em polifenóis para conseguir matar a C. Difficile," afirmou.

Na busca por esse "super chá", os pesquisadores analisaram mostras de 37 plantas em todo o mundo, com a colaboração com uma empresa de chá. "Podemos dizer que até agora o chá verde do leste do Quênia foi o mais efetivo", explica Les Baillie.

Mel, cerveja e chá para combater bactérias.
As esponjas marinhas também possuem compostos bioativos contra o câncer. [Imagem: Nick Hobgood]
4. Esponjas marinhas
 Mel, cerveja e chá para combater bactérias
As esponjas marinhas também possuem compostos bioativos contra o câncer. [Imagem: Nick Hobgood]

Outra possibilidade encontrada pelos cientistas foram as esponjas marinhas encontradas na costa galesa de Swansea, que também podem combater as bactérias.

As esponjas marinhas já foram utilizadas como produtos farmacêuticos há alguns anos. Na década de 1950, uma espécie encontrada no Caribe, a Cytarabine, foi usada como base para o medicamento contra o câncer.

"Esses organismos de zonas temperadas se adaptam facilmente a condições mais difíceis. Isso significa que algumas moléculas podem obter certa vantagem competitiva," disse Alex White, da Universidade de Cardiff.

E assim foi como as esponjas se converteram em especialistas na criação de "potentes moléculas", que são efetivas para matar células. "Estamos no início de nossa pesquisa, mas fomos capazes de encontrar várias moléculas antibacterianas e testá-las contra os agentes existentes", afirma White.
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/

Suplementos de cálcio e vitamina D fazem mais mal do que bem

Riscos de ataque cardíaco e derrame superam benefícios dos suplementos de cálcio

Vários estudos têm questionado o valor dos suplementos de cálcio e vitamina D, sobretudo pelo aumento no risco de ataques cardíacos. Da mesma forma, vitamina D na forma de suplementos parece não reduzir o risco de doenças ou fraturas.[Imagem: Cortesia Brian Stauffer/UIUC]


Suplementação de risco

Suplementos de cálcio e vitamina D parecem ajudar a prevenir fraturas em mulheres mais velhas, a parte da população mais sujeita a esses eventos.

Isto porque muito pouco cálcio na dieta e baixos níveis de vitamina D aumentam o risco de osteoporose e fratura óssea.

Contudo, esse eventual benefício pode ser anulado por um aumento no risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral em razão da ingestão desses mesmos suplementos.

"Nós concluímos que o efeito moderado dos suplementos de cálcio e vitamina D sobre o risco de fraturas não é grande o suficiente para compensar o potencial aumento do risco de doença cardiovascular, especialmente em mulheres que estão com um baixo risco de fratura óssea," explica a Dra Gunhild Hagen, da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega.

Risco supera benefício

Estudos recentes sobre o efeito dos suplementos de cálcio sobre os riscos de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral apresentam conclusões conflitantes.

Por isso, os pesquisadores usaram diferentes cenários com base em resultados dos estudos anteriores.

"Nossa análise mostra que, se 100.000 mulheres com 65 anos de idade tomarem 1.000 mg de cálcio todos os dias, serão evitadas 5.890 fraturas de quadril e 3.820 outras fraturas. Por outro lado, seriam causados até 5.917 ataques cardíacos e 4.373 derrames. Assim, para as mulheres desta idade, os riscos superam os benefícios," escreveram os autores do estudo em seu artigo, publicado na revista Osteoporosis International.

Suplemento de cálcio quase dobra risco de ataque cardíaco
Fonte: http://www.diariodasaude.com.b

Medicamentos prejudicam os micróbios que cuidam da nossa saúde


Medicamentos prejudicam os micróbios que cuidam da nossa saúde
Nosso corpo é uma gigantesca colônia para todos os tipos de micróbios. É estimado que cada pessoa abriga um quilo deles em seu interior, especialmente bactérias, de 1.200 espécies diferentes. Esses convidados são em sua maioria benignos e muitas vezes necessários. É sabido que as bactérias participam na digestão de alimentos, na produção de proteínas e na modulação do sistema imunológico, todas as funções de grande relevância à saúde.


Uma ampla série de estudos publicados pela revista Science mostra com dados que existe uma relação entre a diversidade dos microrganismos que se encontram no intestino e a saúde. Essa mesma análise produziu uma segunda conclusão que chama a atenção: os medicamentos, como antiácidos, antibióticos e antidepressivos, são o primeiro fator que afeta a diversidade microbiana. Essa informação indica que, cada vez mais, além de nós como indivíduos isolados, devemos prestar atenção nesses diminutos ocupantes ao tratar nossas doenças.

Os resultados foram obtidos pelos dois maiores estudos publicados até o momento sobre o microbioma, um na Bélgica e outro na Holanda, que analisaram no total o conteúdo das fezes de quase 4.000 pessoas. Com esse trabalho foram identificados 14 grupos principais de microrganismos que estão presentes em 95% das pessoas, mas mostra a complexidade do ecossistema identificando mais 664 grupos. Um dos aspectos interessantes dos trabalhos, feitos pelo Instituto Flamenco para a Biotecnologia (VIB), na Bélgica, e pela Universidade de Groningen, na Holanda, é que foram realizados de maneira independente e, apesar disso, obtiveram resultados semelhantes.

Entre os muitos parâmetros analisados, além do impacto do uso de medicamentos sobre a diversidade microbiana, foram encontradas relações entre essa diversidade e a dieta. As pessoas que consomem iogurte com regularidade têm uma flora intestinal mais variada, algo que também acontece com o consumo de vinho e café. Por outro lado, tomar leite integral e comer muito produz o efeito oposto. A macroanálise belga, liderada por Jeroen Raes, pesquisador do VIB, observou também uma relação “pequena, mas significativa”, entre a composição do microbioma e o índice de massa corporal, e confirmou a relação entre alguns micróbios e doenças como o câncer colorretal e a colite ulcerosa. Os cientistas viram também que problemas de saúde, como um ataque cardíaco, reduzem a presença de algumas bactérias.

Um resultado que chamou a atenção dos pesquisadores é que experiências durante os primeiros meses de vida, como o nascimento com ou sem cesárea e amamentar ou não, não influem na composição da microbiota. Uma relação mais previsível foi o encontrado entre muitos aspectos da dieta ocidental, como a abundância de calorias e carboidratos, comida industrializada e o leite integral, e a baixa diversidade microbiana. Estudos anteriores já haviam observado que as tribos com modo de vida primitivo têm uma variedade de bactérias muito maior. Nesse grupo, os ianomâmis, uma tribo indígena da Amazônia, são os humanos com o microbioma mais diversificado.

Jordi Urmeneta, pesquisador em ecologia microbiana da Universidade de Barcelona, reconhece a importância de amplos estudos para obter informação confiável sobre a relação entre microbioma e saúde. Além disso, explica como esses dados estão ajudando a mudar a forma como se tratam diversas doenças, pelo menos do intestino.

“Inicialmente pensava-se que por culpa da doença a microbiota era alterada e depois se produziam os sintomas”, diz Urmeneta. Uma vez que se sabe que não é assim, é possível agir sobre a microbiota, mesmo que seja muito difícil fazê-lo com antibióticos sem matar bactérias úteis quando se trata de eliminar a que causa a doença. “O que se faz com relativo sucesso é transplantar fezes de um paciente a outro, para inocular os microrganismos bons do paciente saudável na quantidade adequada”, diz o pesquisador da UB. Com essa técnica, é possível combater a obesidade inserindo fezes de uma pessoa magra no intestino de uma pessoa obesa.

Raes também acredita que, começando pelo diagnóstico de doenças como a síndrome do intestino irritado e o câncer de cólon, o estudo do microbioma ajudará a tratar muitos problemas. Reconhece, entretanto, a dificuldade, porque “o modo no qual devemos modular a microbiota variará entre as doenças”.

“Algumas vezes iremos erradicar somente uma bactéria prejudicial e em outras será preciso modificar todo o ecossistema”, acrescenta. Como acontece nos ecossistemas na natureza em grande escala, dadas as relações de interdependência de todos os membros, o procedimento não está isento de riscos. Mas a medicina do futuro deverá levar em consideração, cada vez mais, essas complicadas interações.
Fonte: http://www.farmaceuticacuriosa.com

Cresce suspeita de que demências sejam doenças autoimunes

Cresce suspeita de que demências sejam doenças autoimunes
Sem explicações
 
Uma nova teoria está propondo que as causas das demências, como Alzheimer e Parkinson, além de outras doenças neurodegenerativas, estão em um sistema imunológico fora de controle.

Com a ineficácia das terapias desenvolvidas até agora, há algum tempo os cientistas veem procurando uma nova teoria que explique o surgimento das demências.

Pesquisadores australianos acreditam agora já dispor de fortes evidências de que o declínio neurológico comum a estas doenças é causado por uma "autoinflamação", na qual o próprio sistema imunológico do corpo desenvolve uma resposta inflamatória persistente e faz com que as células do cérebro morram.

Até agora, os cientistas têm-se concentrado no papel dos depósitos de proteínas, chamadas placas amiloides, que se formam no cérebro das pessoas afetadas com Alzheimer. Mas agora já está claro que esta é uma explicação inadequada - ou, no mínimo, insuficiente - para a doença de Alzheimer.

Demência como doença autoimune

Há muitas formas de neurodegeneração, incluindo Alzheimer, Parkinson e doença de Huntington. Estas condições são diferenciadas pelos diferentes tipos de células nervosas do cérebro que são afetadas primeiro e pelos sintomas que aparecem primeiro. No entanto, conforme todas essas doenças progridem, elas tornam-se mais semelhantes.

Robert Richards e seus colegas da Universidade de Adelaide acreditam que, em vez de vários mecanismos, cada doença tem o mesmo mecanismo subjacente, além de uma via comum de perda de células nervosas.

"O nosso interesse no próprio sistema imunológico inato como o culpado começou quando descobrimos que os agentes do sistema imunológico são ativados em um modelo de laboratório da doença de Huntington," explica ele. "Pesquisadores de outros laboratórios ao mesmo tempo relataram características semelhantes em outras doenças neurodegenerativas. Quando nós colocamos juntas as evidências, a ideia de que a imunidade inata descontrolada é realmente a causa comum surge de forma muito forte."

Autoimunidade

O sistema imunológico é a primeira linha de defesa nas células, e normalmente distingue entre as moléculas que pertencem ao corpo e as moléculas invasoras, causadoras de doenças. É um alarme e um sistema de resposta com um mecanismo de autodestruição para conter e eliminar os invasores ou células anormais, como o câncer.

Vários problemas podem levar ao mau funcionamento desse sistema, incluindo mutações genéticas, infecções, toxinas ou lesão física, que têm sido associadas com diferentes formas de neurodegeneração.

Inicialmente o sistema imune protege o tecido contra esses gatilhos, mas uma ativação prolongada em algum momento começa a se autoperpetuar, causando a morte das células do cérebro, propõem os pesquisadores.

"Esperamos que esta nova forma de entender a neurodegeneração leve a novos tratamentos," diz o professor Richards. "Agora precisamos investigar mais as moléculas sinalizadoras do sistema imunológico para identificar novos alvos de drogas que irão retardar o aparecimento e/ou parar a progressão dessas doenças devastadoras."
Fonte: http://www.farmaceuticacuriosa.com/
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A Saúde é como a cachoeira a deslizar, temos que cuidar prevenir, vigiar, viverá bem é longo.