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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

HÉRNIA INGUINAL – CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTO

Hérnia inguinal
A hérnia inguinal surge quando uma porção do intestino encontra uma região de fraqueza na parede abdominal e consegue empurrá-lo, criando uma protuberância na região inguinal (região da virilha), que pode ser vista por baixo da pele.

Existem outros tipos de hérnias da parede abdominal provocadas por herniação de parte do intestino, incluindo a hérnia umbilical, epigástrica e femoral. Dentre todas essas, a hérnia inguinal é a mais comum, respondendo por até 70% dos casos.

Neste artigo vamos explicar o que é a hérnia inguinal, quais são as suas causas, os seus sintomas, as opções de tratamento e as indicações cirúrgicas.


O QUE É UMA HÉRNIA INGUINAL

Herniação é um processo no qual uma parte de algum órgão é deslocada da sua posição habitual através de um orifício, geralmente devido a uma fraqueza no músculo ou no tecido circundante. A hérnia, portanto, é uma protusão de parte de um órgão através de uma abertura anormal na parede que habitualmente o contém.

Existem vários tipos de hérnias, como a hérnia de hiato, que é a herniação de parte do estômago em direção ao tórax,  ou a hérnia de disco, que é a herniação de um ou mais discos cartilaginosos que ficam localizados entre duas vértebras da coluna.

A hérnia inguinal é uma protusão de parte do intestino através da parede abdominal na região inguinal, que é conhecida popularmente como região da virilha. Na hérnia inguinal, a porção herniada do intestino dirige-se em direção à pele, o que pode ser notado como uma saliência na região da virilha ou no saco escrotal.
Hérnia inguinal

Hérnia inguinal

COMO SURGE A HÉRNIA INGUINAL

A hérnia inguinal pode ser congênita, ou seja, tem origem de nascença devido a uma má formação, ou pode ser adquirida durante a vida, geralmente por uma fraqueza na musculatura do abdômen.

Nos homens, os testículos formam-se no interior do abdômen e só depois é que se deslocam para a bolsa escrotal. Nos fetos, existe um caminho chamado canal inguinal, que é uma ligação entre o abdômen e a bolsa escrotal por onde os testículos deslizam após estarem desenvolvidos. Logo após o nascimento, o canal inguinal fecha-se, deixando apenas um pequeno orifício, chamado anel inguinal, por onde o cordão espermático passa. O fechamento do canal inguinal impede que os testículos possam retornar à região abdominal.  Nas mulheres, a estrutura que passa pelo canal inguinal é o ligamento redondo, que é uma fibra muscular que se liga ao útero.

Em algumas pessoas, principalmente no sexo masculino, o canal inguinal não se fecha adequadamente, deixando uma área vulnerável ao redor do anel, por onde parte do intestino pode herniar. Esse tipo de hérnia inguinal provocada por um defeito no canal inguinal é chamada hérnia indireta. O lado direito é o mais acometido, possivelmente porque o testículo direito costuma ser o que desce mais tardiamente.


A hérnia indireta é a forma mais comum de hérnia inguinal e, apesar de ser um defeito congênito, frequentemente não é reconhecido até a idade adulta. A hérnia inguinal encontra-se presente em 5% dos recém-nascidos em geral, em cerca de 10% dos bebês prematuros que nascem com mais de 1 kg e em até 40% dos bebês prematuros que nascem com menos de 1 kg. Meninos são até 4 vezes mais acometidos que a meninas.

Já a chamada hérnia direta é aquela que se desenvolve ao longo da vida, devido ao surgimento de uma fraqueza na musculatura da parede abdominal. A hérnia direita representa cerca de 30 a 40% das hérnias inguinais nos homens e apenas 10 a 20% nas mulheres.

FATORES DE RISCO PARA HÉRNIA INGUINAL

O defeito no canal inguinal é o principal fator de risco, mas não é o único. Situações que levam ao enfraquecimento da musculatura da parede abdominal e a um aumento de pressão dentro abdômen também aumentam o risco do desenvolvimento da hérnia inguinal, seja ela direta ou indireta. Os mais comuns são:

Idade acima de 50 anos.
Ser do sexo masculino.
Ser de raça branca.
História familiar de hérnia inguinal.
Parto prematuro ou baixo peso ao nascimento.
Tosse crônica.
Constipação intestinal.
Histórico de cirurgia na parede abdominal.
Histórico de trauma abdominal.
Esforço físico com excesso de pressão intra-abdominal.
Obesidade.
Tabagismo.
Gravidez.
SINTOMAS DA HÉRNIA INGUINAL

A hérnia inguinal se apresenta habitualmente como uma saliência ou protuberância de consistência mole na região da virilha ou na região escrotal. Mais de 2/3 das hérnias inguinais surgem do lado direito.

A hérnia pode ser visível o tempo todo ou somente quando o paciente faz algum esforço que aumente a pressão intra-abdominal, como tossir, chorar, fazer força para evacuar ou pegar algum peso. Na maioria dos casos, a hérnia é mais facilmente visualizada quando o paciente encontra-se em pé. Dor local ou sensação de desconforto são comuns, principalmente após algum esforço.

Quando o paciente deita-se, algumas hérnias retornam espontaneamente à região abdominal, fazendo com que a protuberância desapareça. Em outros casos, a hérnia precisa ser empurrada com o dedo de volta para dentro, uma manobra que damos o nome de redução da hérnia. Por fim, há os casos em que a hérnia não é redutível, ou seja, mesmo quando tentamos empurrá-la para dentro do abdômen, ela não se move.

As hérnias não redutíveis são chamadas de hérnias encarceradas. As hérnias encarceradas são aquelas que têm o maior risco de sofrer estrangulamento, que é uma complicação que ocorre quando os tecidos ao redor causam uma compressão da base da porção herniada do intestino, provocando redução do aporte de sangue para esta região, o que pode levar à necrose do tecido.

Os sinais e sintomas de uma hérnia estrangulada são:

Náuseas e/ou vômitos.
Febre.
Dor súbita que se intensifica de forma rápida.
Uma hérnia que se torna vermelha, roxa ou escurecida.
Interrupção das evacuações e da eliminação de gases intestinais.
Irritação e choro persistente nos bebês.
TRATAMENTO DA HÉRNIA INGUINAL

O único tratamento definitivo para a hérnia inguinal é a correção cirúrgica, chamada de herniorrafia ou hernioplastia. A correção cirúrgica da hérnia inguinal é uma das operações mais comuns, responsável por mais de 20 milhões de procedimentos por ano em todo o mundo.

Já houve um tempo em que a simples existência de uma hérnia inguinal era suficiente para que o médico indicasse a reparação cirúrgica da mesma, de forma a impedir que ela pudesse ficar encarcerada ou estrangulada no futuro. Atualmente, porém, nem todos os tipos de hérnia inguinal são levados à cirurgia a curto prazo. Fatores como sintomas, idade do paciente e possibilidade de redução manual devem ser levados em conta antes de se indicar a herniorrafia.

Uma hérnia encarcerada que consegue ser reduzida manualmente pode ser observada durante 24 a 48 horas. Se neste intervalo não houver recidiva do encarceramento, a cirurgia de correção pode ser programada de forma eletiva, conforme for mais conveniente para o paciente e para a equipe cirúrgica. Nas crianças, as hérnias encarceradas que são redutíveis costumam ser operadas dentro de 2 a 5 dias após a redução manual, de forma a evitar novo episódio de encarceramento.

Por outro lado, pacientes que apresentam hérnia encarcerada, não redutível com manobras manuais, devem ser operados de forma urgente. Nos casos de estrangulamento, a cirurgia é feita de forma emergencial, de preferência dentro das primeiras 4 horas após o início dos sintomas, para evitar a morte do tecido intestinal e suas consequentes complicações.

Hérnias inguinais não encarceradas, mas que provocam sintomas, como dor ou incômodo, costuma ser operadas, mas não há urgência. A cirurgia pode ser marcada de forma eletiva, conforme for mais conveniente.

Já nos casos de hérnias assintomáticas dos adultos, que surgem somente quando o paciente faz algum esforço, o paciente pode optar pela correção cirúrgica ou por um simples acompanhamento médico, sendo devidamente orientado de forma, a saber, reconhecer os sintomas do encarceramento. Em geral, 1/3 dos pacientes em conduta conservadora acaba precisando operar dentro de 4 anos.

Nas crianças, mesmos as hérnias assintomáticas costumam ser corrigidas cirurgicamente, pois o risco de futuro encarceramento é mais alto que nos adultos. A conduta mais indicada nesses casos é marcar a cirurgia de correção dentro dos primeiros 14 dias após o diagnóstico da hérnia inguinal ter sido feito.

TIPOS DE CIRURGIA PARA HÉRNIA INGUINAL

Existem duas formas de corrigir cirurgicamente uma hérnia inguinal: cirurgia aberta ou laparoscopia.

1- Cirurgia aberta para correção da hérnia inguinal

A cirurgia aberta, que costuma ser chamada de hernioplastia pela técnica de Lichtenstein, é a forma de correção cirúrgica mais tradicional da hérnia inguinal, sendo a mais indicada para as situações urgentes.  A cirurgia aberta pode ser feita sob anestesia local ou geral, dependendo das circunstâncias.

Na cirurgia aberta, o cirurgião faz uma incisão com aproximadamente 6 cm de comprimento na virilha. A parte do intestino herniada é identificada e reduzida de volta para o abdômen. A parede abdominal é fechada e para reforçá-la, evitando uma futura recidiva, uma tela artificial de polipropileno costuma ser suturada de forma que permita a passagem frouxa, mas justa, do cordão espermático ou do ligamento redondo.

A cirurgia aberta é um procedimento relativamente simples, muito seguro e com resultados duradouros. Em geral, é o método cirúrgico mais utilizado para todos os casos.

2- Reparação laparoscópica da hérnia inguinal

A cirurgia laparoscópica é um método alternativo de reparo da hérnia inguinal.

Nessa cirurgia, um fino tubo contendo uma câmera (laparoscópio) é inserido através de uma pequena incisão no abdômen. Guiado por esta câmera, o cirurgião insere os instrumentos cirúrgicos através de outras duas pequenas incisões, de forma a reparar a hérnia e implantar uma tela sintética. Gás é usado para inflar o abdômen para tornar os órgãos internos mais fáceis de ver. Esse tipo de cirurgia é realizada obrigatoriamente sob anestesia geral.

A cirurgia laparoscópica provoca menos desconforto no pós-operatório, deixa cicatrizes menores e possibilita um retorno mais rápido às atividades normais. No entanto, essa forma de cirurgia é mais difícil, requer mais treino, não costuma ser a melhor opção nas hérnias complicadas e alguns estudos sugerem que a recorrência é mais provável do que com cirurgia aberta.
Fonte: http://www.mdsaude.com/

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Bebidas energéticas representam risco à saúde pública, diz OMS

Bebidas energéticas representam risco à saúde pública, diz OMS
O risco do consumo excessivo de cafeína (C8H10N4O2) é a maior preocupação dos especialistas, juntamente com a conexão entre a ingestão de energéticos e o alcoolismo.
[Imagem: Wikipedia]

Reforçadores

"O aumento no consumo de bebidas energéticas pode representar perigo para a saúde pública, especialmente para os jovens."


Este alerta foi emitido por uma equipe de cientistas do escritório regional europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Com base em uma revisão da literatura científica, sugerimos que as preocupações na comunidade científica e entre o público sobre os potenciais efeitos adversos para a saúde do aumento do consumo de bebidas energéticas são O largamente válidas," escreveram João Breda e seus colegas na revista Frontiers in Public Health.

As bebidas energéticas são bebidas não alcoólicas que contêm cafeína, vitaminas e outros ingredientes - por exemplo, taurina, ginseng e guaraná. Elas são normalmente comercializadas como reforçadores de energia e para aumentar o desempenho físico e mental.

Riscos das bebidas energéticas

Vários estudos científicos têm sido feitos em todo o mundo para avaliar as consequências do consumo dessas bebidas, e o que a equipe da OMS fez foi revisar todos esses estudos em busca de avaliações sobre os riscos à saúde, as consequências de sua ingestão e as políticas relacionadas com o consumo das bebidas energéticas.

Os estudos mostraram que parte dos riscos das bebidas energéticas deve-se aos seus altos níveis de cafeína - as bebidas energéticas podem ser bebidas rapidamente, ao contrário do café quente, e como resultado, elas são mais propensas a causar intoxicação por cafeína, afirmam os pesquisadores.

Os estudos analisados sugerem que a intoxicação por cafeína pode ter como consequência palpitações cardíacas, hipertensão, náuseas e vômitos, convulsões, psicose, e, em casos raros, a morte. Nos EUA, Suécia e Austrália, vários casos foram relatados onde as pessoas morreram de insuficiência cardíaca ou foram hospitalizadas com crises devido ao consumo excessivo de bebidas energéticas.

Mais de 70% dos adultos jovens (com idade entre 18 a 29 anos) que consomem bebidas energéticas misturam-nas com álcool, de acordo com a revisão. Numerosos estudos têm demonstrado que esta prática é mais arriscada do que beber apenas álcool, possivelmente porque essas bebidas tornam mais difícil para as pessoas perceberem quando estão ficando bêbadas.

De acordo com o Sistema Nacional de Dados sobre Envenenamento dos Estados Unidos, entre 2010 e 2011, 4.854 consultas aos centros de informação sobre envenenamento foram feitas sobre bebidas energéticas. Quase 40% envolviam a mistura de álcool com bebidas energéticas. Um estudo semelhante na Austrália demonstrou um crescimento no número de consultas sobre bebidas energéticas.

"Como as vendas de bebidas energéticas raramente são regulamentadas por idade, ao contrário do álcool e do tabaco, e há um potencial efeito negativo comprovado em crianças, há potencial para um problema de saúde pública no futuro," concluem os autores.

Recomendações para regulamentação das bebidas energéticas

O grupo de especialistas fez as seguintes sugestões para minimizar o potencial de danos à saúde gerados pelas bebidas energéticas:

Estabelecer um limite máximo para a quantidade de cafeína permitida em uma única porção de qualquer bebida, em conformidade com as evidências científicas disponíveis;
Impor restrições de rotulagem e venda de bebidas energéticas para crianças e adolescentes;
Estabelecer padrões obrigatórios para a comercialização responsável para os jovens pela indústria de bebidas energéticas;
Treinar os profissionais de saúde para que eles estejam cientes dos riscos e sintomas do consumo de bebidas energéticas;
Pacientes com histórico de problemas de dieta e abuso de substâncias, tanto isoladas quanto combinadas com álcool, devem ser rastreados para o consumo pesado de bebidas energéticas;
Educar o público sobre os riscos de misturar álcool com bebidas energéticas;
Realizar mais pesquisas sobre os potenciais efeitos adversos das bebidas energéticas, particularmente sobre os jovens.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/

Família de alcoólicos deve ter todos os membros tratados.

Famílias alcoolistas

Uma pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP revela a necessidade de se acompanhar, até por volta de 15 anos, crianças de famílias cujos pais e maridos são alcoolistas. Além de ser uma maneira de previnir um eventual problema de alcoolismo no futuro, o estudo mostra a importância da terapia familiar como uma das estratégias que deve ser usada no tratamento do alcoolismo.

A psicóloga Joseane de Souza, autora da tese de doutorado, entrevistou três membros de cada família: a mãe, o pai e um dos filhos que estivesse na faixa etária entre 9 e 11 anos. A pesquisa foi aplicada em 14 famílias atendidas em serviços públicos de saúde para tratamento de alcoolismo na cidade de Guarapuava, no Paraná.

Afetividade entre mães e filhos

"Nesses núcleos familiares a relação entre as mães e seus filhos apresenta mais afetividade do que na relação dessas mulheres com seus maridos e desses filhos com seus pais", explica a pesquisadora.

"A relação afetiva entre mãe e filho, nesta faixa etária, tem sido positiva, pois quanto mais afetividade existe nesta relação, menos sinais de depressão e problemas de comportamento a criança apresentava. Por outro lado a literatura mostra que, nas famílias alcoolistas, os filhos mais próximos das mães acabam auxiliando-a no cuidado com o pai e os seus irmãos. O fato de assumir responsabilidade da qual ele ainda não está preparado pode predispô-los para distúrbios psicológicos na sua vida adulta."


Tratamento familiar

O objetivo do estudo longitudinal seria acompanhar o desenvolvimento dessa criança até por volta dos 15 anos (adolescência), quando começa o processo de individualização. "Não sabemos até que ponto essa relação mãe-filho será positiva, visto que constatamos nesta pesquisa que há uma repetição no padrão comportamental dessas famílias: a maioria desses pais e dessas mães apresentam um histórico de alcoolismo na família de origem", revela.

A pesquisa também aponta para a necessidade de se tratar todos as pessoas que fazem parte da família alcoolista, em razão de que a doença acaba afetando a todos da casa. Joseane explica que, de acordo com a Teoria Sistêmica da Família, desenvolvida pelo pesquisador Salvador Minuchin, quando se oferece ajuda para um membro da família, você ajuda a mudar os outros membros.

Resgate da auto-estima

"Se você resgata a auto-estima do pai, você melhora a condição do filho", aponta. "Neste estudo, percebemos que a maioria das mães entrevistadas apresentava sinais de depressão e estavam sobrecarregadas, pois muitas eram as provedoras da casa, pois o marido estava desempregado", comenta.

Em relação aos pais, a sugestão é que seja levado em conta que eles também desempenham outros papéis sociais, como homem, marido e filho. "Muitos deles tiveram dificuldades em responder aos questionários sobre os sintomas de depressão e outros comentaram que nunca haviam falado sobre a sua experiência de conviver com o pai alcoolista", relata.

A psicóloga sugere que sejam realizados estudos semelhantes com famílias de alcoolistas pertencentes às classes média e alta para comparar os resultados. Joseane ressalta que apesar de o número de famílias analisadas ter sido pequeno, os resultados do estudo foram bastante significativos.

Histórico de alcoolismo
Foram aplicados dois instrumentos para avaliar cada uma das 14 famílias. O primeiro foi o genograma, que possibilita coletar dados do histórico familiar do casal e averiguar como era o relacionamento deles com as famílias de origem (pai, mãe e irmãos). "Os pais entrevistados relataram que cuidavam da mãe quando criança. Eles contaram que havia muita violência, tanto física como psicológica, e falaram dos próprios pais com muita mágoa", conta.

Uma outra avaliação foi realizada por meio do familiograma, um instrumento, construído pelo professor Maycoln Martins Teodoro, da Universidade Unisinos, que permite constatar se há ou não conflito e afetividade na relação familiar atual. Além da grande afetividade entre mães e filhos, a pesquisadora constatou uma congruência nesses resultados, pois os filhos relataram que havia mais afetividade na relação deles com as mães do que com os pais. Ainda sobre conflito, Joseane observou que tanto na visão do pai como na da mãe, a relação do casal era muito mais conflituosa do que a relação de cada um deles com os filhos.

Segundo Joseane, a escolha da faixa etária entre 9 e 11 anos ocorreu porque é um período em que a criança já apresenta uma auto-percepção sobre si mesma e o mundo ao seu redor, e já capaz de identificar os próprios sentimentos, além de ainda não fazer uso de nenhum tipo de droga.
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/


Suplementos alimentares: Você precisa deles?

Suplementos alimentares: Você precisa deles?
Se você adotar uma dieta saudável, não irá precisar suplementá-la com produtos industrializados ou farmacêuticos.
[Imagem: Peggy Greb/.
 Moda dos suplementos
O mercado de suplementos alimentares vem crescendo até 25% ao ano no Brasil, com a demanda aumentando principalmente entre as pessoas que praticam exercícios físicos e que desejam resultados rápidos na perda de peso ou ganho de massa muscular.

Mas, mesmo que se ouça falar muito a respeito desses produtos, nem sempre o uso desses suplementos é necessário e, se consumidos inadequadamente, podem acabar não tendo efeito nenhum, ou fazendo mal para a saúde.

A principal função dos suplementos está em seu nome: suplementar, ou seja, complementar algum nutriente que esteja faltando na nossa dieta. Existem no mercado diversos tipos de suplementos, como aqueles que fornecem carboidratos e proteínas, vitaminas e minerais.

Entretanto, estes mesmos nutrientes estão presentes em alimentos naturais, que podem facilmente suprir a necessidade do corpo. Assim, o uso de suplementos alimentares só é cabível quando a alimentação estiver insuficiente para algum nutriente, o que pode ser diagnosticado através de um exame de sangue, ou mesmo por sinais e sintomas externos.

Tomar suplementos alimentares pode ser faca de dois gumes
Dinheiro e saúde jogados fora

Os suplementos ingeridos sem que o corpo esteja precisando deles vão acabar eliminados do organismo - dinheiro jogado fora, literalmente.

Mas o uso irregular ou exagerado pode acarretar sobrecargas hepática (fígado) e renal (rim), uma vez que esses órgãos precisam fazer um trabalho adicional para processar o que foi ingerido.

Sobretudo os chamados termogênicos, normalmente à base de cafeína, precisam de uma atenção especial e de um cuidado maior, já que podem causar taquicardia, mal-estar e até mesmo disfunções na tireoide.

O problema é ainda mais sério quando uma pessoa sedentária começa a praticar atividades físicas sem um ajuste da dieta. Ela pode estar com uma alimentação calórica, acima das necessidades físicas - ao começar a ingerir suplementos, ela pode até mesmo engordar.

Em todos os casos, uma consulta prévia a um médico ou nutricionista pode garantir resultados melhores, mais rápidos e, principalmente, com mais segurança para a saúde.

Quais são os riscos dos suplementos e alimentos proteicos?
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Drogas psicotrópicas não curam transtornos mentais, dizem especialistas.

Drogas psicotrópicas não curam transtornos mentais, dizem especialistas
Outra pesquisa recente identificou todos os efeitos adversos conhecidos dos antidepressivos.
[Imagem: Wikimedia]
Efeito passageiro

Os medicamentos atualmente disponíveis não conseguem aliviar permanentemente os sintomas dos transtornos mentais.

Esta é a conclusão de Jürgen Margraf e Silvia Schneider, da Universidade Ruhr (Alemanha), em um artigo publicado na revista médica EMBO Molecular Medicine.

Segundo eles, o efeito dessas drogas são de curta duração.

Efeitos negativos

Margraf e Schneider compilaram amplas evidências sugerindo que os antidepressivos, ansiolíticos e medicamentos contra hiperatividade (TDAH) têm apenas um efeito de curto prazo: se os pacientes interromperem o tratamento, os sintomas retornam.

Além disso, o uso desses medicamentos a longo prazo pode ter um efeito negativo, por exemplo o aumento do risco de uma doença crônica ou maior incidência de recaídas.
Drogas psicotrópicas não curam transtornos mentais, dizem especialistas
A terapia pelo telefone é tão eficaz quanto face a face com um terapeuta.
[Imagem: University of Cambridge]

Conceitos biológicos são insuficientes

Os dois pesquisadores discutem as razões para a falta de melhores terapias contra essas condições, apesar de pelo menos 60 anos de pesquisas. Em sua opinião, uma das razões pode ser a noção inadequada de que os transtornos mentais possam ser explicados apenas por conceitos biológicos.

"Hoje, tornou-se padrão dizer aos pacientes e ao público que os transtornos mentais são causados por um desequilíbrio no sistema neurotransmissor", contesta Margraf. Contudo, ainda não está claro se este fenômeno é a causa ou o efeito das doenças. Por isto, os fatores sociais não devem ser negligenciados.

De acordo com Schneider e Margraf, as categorias rígidas de "doente" e "saudável" também não são úteis em nada no que diz respeito aos transtornos mentais, que se manifestam de muitas formas diferentes.
Fonte: www Diário da saúde.com.br.
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