sejam bem vindos!!!

Mentes em Ação,significa pensar,conhecer,entender,significa também medir,ponderar as ideias.( Fazer Reciclaaação )

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

MELATONINA – O QUE É, COMO TOMAR, INDICAÇÕES E EFEITOS COLATERAIS

Melatonina

A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal, que é uma pequena glândula localizada na região central do cérebro, no meio dos dois hemisférios cerebrais. A melatonina age, sobretudo no próprio cérebro, sendo responsável pelo controle dos ciclos de sono e vigília.

À noite, quando está escuro, a produção de melatonina aumenta, induzindo o cérebro a sentir sono. Durante o dia, quando está claro, a secreção de melatonina reduz-se, fazendo com que fiquemos mais despertos. A simples exposição à luz durante a noite ou ao escuro durante o dia pode alterar o ritmo de produção da melatonina, motivo pelo qual esse hormônio ganhou a singela alcunha de “hormônio Drácula”.

A ação natural da melatonina sobre a indução do sono inspirou a criação de formas sintéticas do hormônio, cujo objetivo seria criar um fármaco que ajudasse a combater a insônia sem provocar os efeitos colaterais dos medicamentos habitualmente utilizados para esse fim, nomeadamente os benzodiazepínicos (exemplos: Zolpidem, Estazolam, Lorazepam, Triazolam, Clonazepam e outros).


No Brasil, a melatonina tem estado no centro de uma grande polêmica, pois apesar da sua comercialização não ser autorizada pela ANVISA, ela tem se tornado cada vez mais popular, principalmente pela ampla divulgação que a substância tem tido nos meios de comunicação de massa. Divulgação essa que é feita frequentemente de modo sensacionalista e com pouco critério científico.

Neste artigo vamos fazer uma revisão da atual literatura científica sobre a melatonina. Vamos esclarecer as seguintes questões:

O que é a melatonina natural?
A melatonina sintética realmente funciona para tratar a insônia?
A melatonina sintética tem efeitos colaterais?
Existem interesses escusos por trás da proibição da comercialização da melatonina no Brasil?
Neste artigo vamos falar especificamente da melatonina. Se você procura informações sobre a insônia, acesse o seguinte link: INSÔNIA – Causas e Tratamento.

COMO FUNCIONA A MELATONINA NATURAL

Como já explicado na introdução deste artigo, a melatonina é um hormônio produzido no cérebro que é responsável pelo controle do ritmo circadiano do nosso organismo. O ritmo circadiano é o nosso relógio interno de 24 horas, que determina o ritmo dos processo biológicos do nosso organismo ao longo de um dia inteiro (controla, entre outros, a temperatura corporal, a secreção de hormônios e a pressão arterial). O ritmo circadiano desempenha um papel crítico na definição de quando vamos adormecer e quando vamos acordar.

A produção de melatonina começa a se elevar ao entardecer, atingindo o seu pico entre as 23h e as 3h da manhã. Após o pico, os níveis de melatonina caem rapidamente, preparando o organismo para acordar no início da manhã. Ao redor das 8h-9h da manhã, os níveis de melatonina encontram-se no seu valor mínimo e assim permanecerão até o início da tarde.

É sempre importante destacar que a melatonina tem um importante papel no controle do ciclo sono-vigília, mas não é o único fator que controla o momento no qual sentimos sono. Nem todo mundo com insônia tem deficiência  de melatonina.

A melatonina é produzida a partir do triptofano, um aminoácido presente em diversos alimentos, tais como laticínios, carnes, amendoim, ovos, ervilha, etc. Não há evidências científicas, porém, de que o consumo de alimentos ricos em triptofano aumente os níveis sanguíneos de melatonina ou que ajudem no tratamento da insônia. Da mesma forma, o consumo de alimentos ricos em melatonina, como vinho, frutas, cereais e azeite, também não apresenta evidências sólidas de que possa ser útil na indução do sono.



SITUAÇÕES QUE PODEM INTERFERIR COM A PRODUÇÃO NATURAL DE MELATONINA

Diversas situações podem interferir no ciclo natural da melatonina, incluindo trabalho noturno, jet lag, idade avançada, exposição frequente à luz artificial durante a noite, problemas de visão, etc.

Vamos explicar sucintamente algumas dessas situações:

1- Idade

A secreção de melatonina pela glândula pineal varia significativamente com a idade. No ser humano, a melatonina começa a ser secretada ao redor do 4º mês de vida, coincidindo com a consolidação do sono no período da noite. A partir desta idade, a capacidade de secreção noturna de melatonina aumenta rapidamente, atingindo um pico entre as idades de 1 e 3 anos. A partir de então, a produção desce ligeiramente, estabilizando-se num patamar que persiste durante toda a vida adulta.

Conforme envelhecemos, a secreção noturna de melatonina começa a sofrer um declínio. Uma pessoa de 70 anos, apresenta níveis noturnos de melatonina cerca de 75% mais baixos que durante sua juventude. Esta queda costuma ocorrer pela calcificação progressiva da glândula pineal, que vai tornando-se cada vez menos capaz de secretar o hormônio.

2- Influência da luz

A secreção noturna de melatonina pode ser inibida pela exposição à luz durante a noite, mesmo em pequena intensidade, principalmente se as pupilas estiverem dilatadas.

Estudos mostram que o comprimimento de onda entre 446 e 447 nm, que é percebido por nós como luz azul, é o tipo de luz que mais suprime a secreção de melatonina. Esse comprimento de onda de luz é muito comum nas luzes LED e nos aparelhos eletrônicos, tais como e-books, tablets, computadores, smartphones, etc.


Por conta desse fato, muitas pessoas têm adquirido óculos com lentes de coloração laranja, que ajudam a bloquear a luz azul, reduzindo, assim, o efeito inibitório das luzes artificias sobre a secreção noturna de melatonina. Apesar de ser uma solução aceitável, as lentes laranjas bloqueiam também outros comprimentos de onda, que não só o azul, tornando-se um pouco desconfortáveis para serem usados em ambientes com baixa iluminação. Uma alternativa mais cara, porém mais efetiva, é adquirir óculos com lentes que filtram exclusivamente os comprimentos de onda azul, que têm maior ação sobre a secreção da melatonina.

Uma opção também eficaz é comprar luzes de cor vermelha para iluminação noturna, pois o vermelho faz parte do comprimento de onda que parece ser o que menos inibe a produção de melatonina. Todavia, assim como os óculos laranjas, não é muito confortável usar luzes vermelhas como fonte de iluminação noturna.

3- Medicamentos

Alguns fármacos e substâncias podem inibir a produção da melatonina. O mais conhecido é o propranolol, que é um medicamento da classe dos beta-bloqueadores, muito usado para o tratamento da hipertensão e de problemas cardíacos. A cafeína e o álcool também são substâncias que interferem com a secreção da melatonina.

4- Cegueira

Pessoas cegas que não conseguem detectar a presença da luz do dia podem ter uma produção de melatonina desregulada. Quanto mais grave é a deficiência visual, maior é o risco de transtornos do sono.

MELATONINA SINTÉTICA

A melatonina sintética, ou seja, a melatonina artificial criada em laboratórios, foi desenvolvida como uma potencial forma de tratar a insônia, servindo como alternativa mais econômica e com menos efeitos colaterais que os medicamentos habitualmente utilizados para esse fim.

Assim como a melatonina natural, a melatonina vendida comercialmente apresenta dois efeitos: ajuda na indução do sono e na sua manutenção durante a noite. A melatonina também serve para regularizar o sono nos trabalhadores noturnos, que precisam dormir de dia.

Inicialmente vendida como suplemento alimentar em boa parte do mundo, a melatonina rapidamente se tornou popular e passou a ser uma rentável fonte de lucro para as empresas que a produziam. Porém, como a melatonina era tratada pelas entidades reguladoras como um simples suplemento alimentar, e não como um medicamento, a falta de uma rigorosa fiscalização sobre o produto acabou gerando diversos problemas, tais como contaminação de amostras, comprimidos com doses excessivas (mais elevadas do que a descrita na embalagem), falta de controle sobre as doses indicadas, falsa propaganda em relação aos seus reais benefícios, dissimulação em relação à sua origem sintética (vender como natural um produto produzido em laboratório), adição de outras substâncias de forma oculta na fórmula, etc.

Como não era encarada como remédio, o fabricante não precisava comprovar cientificamente sua eficácia contra nenhuma doença, nem mesmo contra a insônia, principal indicação da melatonina. Não demorou para que o forma sintética do hormônio ganhasse ares de substância milagrosa, passando a ser tratada como solução para diversos problemas, como depressão, Parkinson, envelhecimento e até como tratamento do câncer ou HIV.

Por conta dos abusos, a partir da década de 2000 vários países, incluindo os integrantes da União europeia, passaram a tratar a melatonina como droga, exigindo estudos científicos sobre eficácia e segurança, além de proibir sua comercialização sem prescrição médica. Nos EUA, entretanto, a melatonina continua sendo tratada como suplemento alimentar, podendo ser adquirida livremente.

Falaremos sobre a proibição da comercialização da melatonina no Brasil ao final deste artigo.

COMO TOMAR A MELATONINA

Existem atualmente duas formas diferentes de melatonina:

Melatonina sintética de rápida ação (forma mais comum) ou de liberação prolongada.
Análogos da melatonina: Ramelteon e Tasimelteon.
Melatonina

A melatonina pode ser encontrada em diversas dosagens: 1 mg, 2 mg, 3 mg, 5 mg ou 10 mg.

A dose de melatonina capaz de simular a produção natural do hormônio é de 0,3 a 0,5 mg por dia. Como a dose comercializada mais baixa é de 1 mg, o mais indicado é que no início do tratamento o paciente tome meio comprimido de 1 mg 30 minutos antes de ir para a cama. Se não houver resultado, a dose pode ser aumentada progressivamente até 3 a 5 mg por dia (na maioria dos casos, a dose até 1 mg é mais do que suficiente).

Alguns fabricantes sugerem desde o início doses bem mais elevadas do hormônio, tais como 5 ou 10 mg por dia. Com essas doses, porém, os níveis de melatonina no sangue chegam a ficar até 60 vezes acima dos valores de melatonina natural. Estas doses não têm nenhuma evidência de serem mais efetivas e ainda causam um aumento na incidência de efeitos colaterais.

A dose recomendada da melatonina de ação prolongada é de 2 mg, que deve ser tomada 1 ou 2 horas antes de ir para cama.

Para aliviar os efeitos do jet lag, a dose sugerida é de 3 mg na noite da chegada ao novo destino, mantendo o medicamento por mais 2 a 5 noites, conforme desejado. As formas de liberação rápida parecem ser mais efetivas que as de liberação lenta.

Análogos da melatonina

Os análogos de melatonina são substâncias que não são a melatonina, mas agem nos receptores cerebrais da melatonina, exercendo efeitos semelhantes, porém mais intensos. O Ramelteon e Tasimelteon são dois análogos da melatonina comercializados nos EUA, mas cuja venda não foi autorizada na União europeia por falta de comprovação científica em relação à sua eficácia.

Não existem estudos clínicos comparando a ação da melatonina com a do Ramelteon ou do Tasimelteon.

EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS DA MELATONINA

Os estudos científicos controlados sobre a melatonina apresentam resultados contraditórios. Este fato se deve porque nem todo tipo de insônia responde ao tratamento com melatonina e nem toda insônia é provocada por uma deficiência na produção de melatonina.

Há muitos estudos que não conseguiram provar que a melatonina é superior ao placebo no tratamento da insônia crônica. Outros mostraram que a melatonina reduz em apenas cerca de 7  minutos o tempo que o paciente leva para pegar no sono em comparação com o placebo.

As situações nas quais os estudos têm demonstrado que a melatonina funciona melhor que o placebo são:

Tratamento dos efeitos do jet lag.
Síndrome do atraso das fases do sono – que é um tipo de distúrbio do sono que faz com que o paciente demore muito para dormir (geralmente depois de 1 ou 2 da manhã) e no dia seguinte tenha dificuldade de acordar e ser produtivo na parte da manhã.
Insônia em pacientes com níveis mais baixos de melatonina noturna.
Regularização do sono para pessoas que trabalham de madrugada e precisam dormir de dia.
Regularização do sono para pessoas com deficiência visual.
Apesar de não ser a droga milagrosa contra a insônia que os meios de comunicação frequentemente propagam, a melatonina é uma boa opção de tratamento, já que em doses baixas o risco de efeitos colaterais é pequeno e, mesmo quando a reposição de melatonina não é a melhor opção de tratamento, o seu efeito placebo acaba sendo suficiente para muitos pacientes.

EFEITOS COLATERAIS DA MELATONINA

A melatonina é uma substância com baixa incidência de efeitos colaterais. Quando estes ocorrem, a causa habitualmente é a utilização de doses elevadas (acima de 3 mg) ou pela presença de substâncias ocultas na fórmula.

Entre os efeitos colaterais mais relatados podemos citar: dor de cabeça, sono fragmentado, aumento da incidência de pesadelo, tontura, náuseas, sensação de estar dopado, sonolência durante o dia e elevação dos níveis do hormônio prolactina.

Há relatos de casos de crise convulsiva em crianças que tomaram doses elevadas de melatonina.

A melatonina vendida na Europa é um medicamento com produção mais controlada que a vendida nos EUA, sendo a versão mais segura de ser consumida.

MELATONINA NO BRASIL – POR QUE A ANVISA PROÍBE SUA COMERCIALIZAÇÃO?

Cada vez mais popular no Brasil, a venda da melatonina é proibida pela Anvisa. Apesar da intensa gritaria nas redes sociais contra a entidade reguladora, o motivo da proibição é simples: até hoje nenhuma empresa brasileira entrou com processo na Anvisa solicitando registro e autorização para poder comercializar o produto. Portanto, não se trata de um veto à melatonina em si. Não é que a substância seja proibida, apenas não existem empresas autorizadas para produzir e vender em território brasileiro. Pacientes com receita médica podem solicitar importação da melatonina sem nenhum problema.

Ainda segundo a Anvisa, somente após o pedido de registro por parte de alguma empresa é que a entidade vai se manifestar especificamente sobre a substância. Como a posição oficial e pública da Anvisa nunca foi desmentida por nenhuma empresa, em princípio, não há motivos para acreditar em outras explicações.

Teorias da conspiração – Existem interesses escusos da indústria farmacêutica por trás da proibição da melatonina no Brasil?

Uma das acusações mais comuns nas redes sociais diz que a proibição da melatonina no Brasil é resultado de intenso lobby da indústria farmacêutica. A justificativa deste lobby seria o fato da indústria temer a concorrência, pois sendo a melatonina um hormônio natural, ela não pode ser pateteada e, portanto, não poderia gerar lucro para a indústria.

A afirmação acima é falsa em diversos aspectos. Ser um hormônio nada tem a ver com autorização de patentes. A insulina é um hormônio natural e é umas das substâncias que mais geram lucro à indústria farmacêutica. O estrogênio e a progesterona são hormônios naturais e fazem parte da composição das pílulas anticoncepcionais, uma das maiores histórias de sucesso comercial do mundo. A levotiroxina é o hormônio que os pacientes com hipotireoidismo precisam comprar e tomar. Isso para ficar só em três exemplos comuns. Há dezenas de formas de hormônios vendidas pela indústria farmacêutica.

Uma outra questão frequentemente ignorada pelos apologistas das teorias da conspiração contra a indústria farmacêutica é o papel da também bilionária indústria dos produtos naturais. Suplementos alimentares, fitoterápicos e outras substâncias ditas naturais fazem parte de uma indústria que movimenta anualmente mais de 100 bilhões de dólares em todo o mundo. A indústria de produtos naturais também é um conglomerado que se norteia pelo lucro. É uma ilusão achar que porque os seus produtos são taxados de “naturais” essa indústria é mais boazinha ou confiável. Na verdade, ao contrário da indústria farmacêutica, a indústria de produtos naturais frequentemente consegue emplacar no mercado produtos de qualidade duvidosa, com escassa comprovação científica e poucos estudos sobre segurança.

Exigir que a melatonina passe a ser tratada como medicamento e seja controlada por entidades reguladoras é uma vantagem para a população. Remédios produzidos pela indústria farmacêutica passam por estudos e avaliações muito, mas muito mais criteriosos do que os chamados “suplementos naturais”.

E do mesmo modo que a indústria farmacêutica tem os seus médicos que são pagos para divulgar e elogiar os seus produtos, a indústria dos suplementos alimentares também os tem. Não se deixe enganar, não há mocinhos nessa história. Esqueça a opinião do médico X ou Y. O que importa não é a opinião de alguém, mas sim se a substância, seja ela natural ou não, passou pelo crivo dos estudos clínicos controlados. Ciência se faz com estudos, não com opiniões.

Fonte: http://www.mdsaude.com/2016/09/melatonina.html



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

VOCÊ NUNCA DEVERIA COMER MARGARINA.

VOCÊ NUNCA DEVERIA COMER MARGARINA -



A margarina foi criada no século XIX como um substituto mais barato (e mais saudável) que a manteiga.

Quando surgiu, era uma mistura de sebo de vaca, leite desnatado, partes menos nobres do porco e da vaca e bicarbonato de sódio.

Seu processo atual inclui o uso de solventes de petróleo (geralmente o hexano, bem barato), ácido fosfórico, soda, resultando numa substância marrom e malcheirosa, que sofre novo tratamento com ácidos clorídrico ou sulfúrico, altas temperaturas e catalisação com níquel, que deixa o produto parcialmente hidrogenado.

Isso resulta em um produto com longo prazo de conservação, textura firme mesmo em temperatura ambiente, que não rancifica, não pega fungos nem é atacado por insetos ou roedores.

Enfim, é um não alimento.

O processo todo acaba por formar uma substância rica em um tipo particular de gordura chamado "trans", insólita na natureza e de efeitos nocivos ao homem.

Além disso, a gordura da margarina causa mais danos à saúde que a gordura saturada, segundo o FDA, órgão americano de fiscalização de alimentos e remédios.

Alguns anos atrás, saiu um artigo nos Estados Unidos alertando sobre os perigos desse produto e falando das implicações que as poderosas multinacionais americanas estavam sofrendo no próprio país por colocar no mercado produtos comparáveis ao cigarro em termos de periculosidade.

Curioso é que a repercussão no Brasil infelizmente foi pequena.

A margarina pode estar relacionada a:

- disfunções imunológicas

- danos no fígado e digestivos

- danos no pulmão e órgãos reprodutivos

- diminuição na capacidade de aprendizado e crescimento

- problemas de peso

- aumento no risco de câncer

- transtornos do metabolismo do colesterol

- incremento de aterosclerose

- doenças cardíacas

A manteiga, por sua vez, que muitos acham não ser boa para a saúde, é mais saudável, acompanha a humanidade há dezenas de séculos, pode ser feita artesanalmente no ambiente familiar e só foi considerada nociva e politicamente incorreta após a Revolução Industrial, que conseguiu deformar nosso entendimento de saúde e bom senso.

Você ainda não se convenceu de que a margarina é péssima para a saúde?

Faça a seguinte experiência: quando estiver fazendo calor, coloque uma margarina nova (veja a validade) fora da geladeira.

Deixe-a assim sem refrigeração por dias.

Sabe o que vai acontecer?

O produto vai estragar?

Vai mofar?

Nada disso vai acontecer.

Sabe por quê?

Porque a margarina não é um alimento, e sim uma "bomba" inventada pela indústria, com uma única preocupação: faturar, faturar e faturar.


Fonte: http://www.curapelanatureza.com.br/

terça-feira, 7 de junho de 2016

Bairros mais verdes são melhores para a sua saúde.


Foto;Charles Lopes pé de Embaúba na nossa propriedade,um santo remédio.

Bairros mais verdes são melhores para a sua saúde

É bom você saber disso.

Viver em uma cidade grande pode ser cheia de emoção, oferecendo uma infinidade de opções de entretenimento a qualquer hora do dia ou da noite. Mas quando você está pronto para estabelecer-se para o longo prazo, você pode querer considerar um ambiente mais tranquilo, se você é uma mulher interessada em sua longevidade. Segundo a nova pesquisa, a escolha de um lugar para viver onde você pode literalmente parar e cheirar as rosas todos os dias pode ser muito benéfico para a sua saúde a longo prazo.

O estudo, que foi realizado na Harvard TH Chan School of Public Health, em Boston, Massachusetts, descobriram que as mulheres que residem em áreas com mais árvores e outros tipos de vegetação parecem ter um risco menor de mortalidade em comparação aos seus pares que vivem em menos lugares verdes. 1 os sujeitos foram 108,630 mulheres que vivem nos Estados Unidos que participaram no Estudo de Saúde das enfermeiras. Os cientistas analisaram os registros médicos dos voluntários, bem como imagens de satélite de verdura sazonal em seus bairros, de 2000 a 2008.

Esta avaliação mostrou que as mulheres que habitam os ambientes mais verdes tiveram um risco global de 12 por cento mais baixos de morte do que as mulheres que tiveram suas casas nos arredores menos verdes. Quando os investigadores quebrou a análise para baixo em causas específicas de morte, eles encontraram dois tipos de condições que foram influenciados mais. Os participantes que vivem em lugares verdejantes teve uma taxa de 34 por cento menores de morte por uma doença respiratória que suas contrapartes em lugares com pouca vegetação. E menos significativos, mas ainda substancial foi a taxa de mortes relacionadas ao câncer, que foi 13 por cento menor em pessoas que vivem em espaços verdes.

A pesquisa não foi projetada para provar causa e efeito, por isso não podemos dizer com base nesses resultados que os benefícios para a saúde são definitivamente atribuíveis ao verdor de seu ambiente de vida. No entanto, não parece ser uma grande correlação que certamente merece uma maior exploração. Ele também está de acordo com a pesquisa anterior, incluindo um estudo de 2011 da Universidade de Heidelberg em Mannheim, Alemanha, que mostrou as pessoas que vivem em ambientes urbanos, muitas vezes têm mais stress e ansiedade e estão em maior risco de desenvolver um estado de espírito ou transtorno de ansiedade do que aquelas em ambientes mais rurais , 2 que, por natureza (trocadilho intencional) são mais verde do que ambientes urbanos.


Menores níveis de depressão é um dos fatores que os pesquisadores do estudo especulam pode estar entre as razões pelas quais espaços mais verdes nos ajudar a viver mais tempo. Outros atributos positivos Eles observaram sobre a vida entre verdura incluem maiores oportunidades para se socializar, os níveis de atividade física mais elevados e menos poluição do ar. Recorde, para além do facto de que uma concentração mais baixa de automóveis produz menos poluição do ar, as plantas verdes efectivamente limpar a poluição do ar simplesmente por estar lá. Eles agem como filtros de ar. Embora alguns desses fatores podem ser mais influente do que os outros, certamente parece seguro dizer que todos eles podem contribuir enormemente para o nosso bem-estar.

Os espaços verdes são mais convidativos para estar ao ar livre, se é para cuidar de seu jardim, dê um passeio pelo bairro, ou sentar para admirar um por do sol. Qualquer um destes tipos de atividades podem promover positivamente a interação social, o que pode reduzir a solidão e sentimentos de isolamento e evitar a depressão. Problemas de saúde mental, como depressão têm sido associados a uma menor qualidade de vida e problemas do sistema imunitário. Além disso, correr, andar de bicicleta ou a pé através de um belo parque ou área arborizada oferece um cenário mais atraente para a maioria de nós, e, portanto, mais motivação para o exercício, do que bater as ruas da cidade.

A poluição do ar também pode ter um enorme impacto sobre a nossa saúde. Um estudo de 2016, Duke University, em Durham, Carolina do Norte mostrou que viver em uma cidade grande com um grande problema de poluição pode ser muito prejudicial, contribuindo para o ganho de peso, resistência à insulina e os níveis de colesterol LDL e triglicérides elevados. 3

Então, se você está pensando em fazer uma mudança para um novo local, considere um com uma bela paisagem de árvores e flores. Se isso não está na agenda qualquer momento em breve, no entanto, não se preocupe muito. Viver uma vida saudável centrada em torno de uma dieta nutritiva, exercício diário, e gerir os seus níveis de estresse podem percorrer um longo caminho para manter a sua forma física, mesmo se você reside no mais urbano dos ambientes.

1. James, Peter; et ai. "A exposição a Greenness e mortalidade em um estudo prospectivo de coorte Nationwide das Mulheres." Environmental Health Perspectives . 14 de abril de 2016. Acessado 17 de abril de 2016. http://ehp.niehs.nih.gov/15-10363/#tab2
2. Lederbogen, Florian; et ai. "Cidade de estar e educação urbana afeta o processamento estresse social neural em seres humanos." Nature . 22 de junho de 2011. Acessado 18 de abril de 2016. http://www.nature.com/nature/journal/v474/n7352/full/nature10190.html
3. Wei, Y .; et ai. "A exposição crônica às partículas de poluição do ar aumenta o risco de síndrome de obesidade e metabólica: resultados de um experimento natural em Pequim." FASEB Journal . 18 de fevereiro de 2016. Acessado 18 de abril de 2016. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26891735
Data: 2016/04/26     Escrito por: Beth Levine
© 1999-2016 a linha de base da Fundação de Saúde

Texto escolhido para reflexão por Charles Lopes da silva.

domingo, 5 de junho de 2016

Descoberta nova causa para a caspa


Estudo indica que a ação de fungos pode não ser o principal fator gerador da descamação, que parece mais ligada a um desequilíbrio das bactérias existentes no couro cabeludo.

Por possuir tratamento relativamente simples, a caspa é uma das doenças dermatológicas mais exploradas pela indústria de cosméticos, que comercializa em supermercados e farmácias uma grande variedade de xampus que prometem o controle da dermatite seborreica — como o problema é formalmente chamado — por meio do combate a fungos presentes no couro cabeludo. No entanto, um estudo publicado na revista Scientific Reports alerta que a descamação também pode ser provocada pelo desequilíbrio de bactérias existentes na cabeça, indicando que tratamentos antifúngicos comuns podem não resolver o problema de muitas pessoas.

“Micro-organismos no couro cabeludo, especialmente fungos do gênero Malassezia, eram considerados os principais causadores da doença. Nesse trabalho, ficamos surpresos ao observar que a relação da caspa com a proporção de bactérias era mais forte do que a relação com os fungos. A gravidade da doença parece depender mais da diminuição das taxas de Propionibacterium em relação à Staphylococcus do que da ação dos fungos”, explica Menghui Zhang, autor sênior do trabalho e pesquisador da Shanghai Jiao Tong University, na China.

Comparados com pessoas que não sofrem com o problema, as taxas de Propionibacterium nos sujeitos com caspa avaliados caíam de 70,8% para 50,2%, ao passo que as de Staphylococcus aumentavam de 26,0% para 43,5%. Além disso, a pesquisa constatou tipos do fungo Malassezia que não provocam o problema. A espécie M. restricta, por exemplo, foi encontrada em 87,2% dos participantes saudáveis e em 90,6% das pessoas com caspa, uma diferença muito pequena para ser apontada como vilã. “Não negamos a ação dos fungos completamente, pois ainda é possível que eles exerçam diferentes papéis na geração da caspa, ao lado das bactérias”, observa Zhang (leia mais abaixo).

Para chegar às conclusões, os pesquisadores associaram os micro-organismos que residem no couro cabeludo com a gravidade e a área da cabeça mais afetada pela caspa em 59 chineses de 18 a 60 anos. Produção de sebo capilar, sexo e idade dos participantes também foram considerados. Os cientistas observaram que a descamação ocorre com mais frequência na região superior do couro cabeludo, que é mais oleosa e menos úmida. Curiosamente, participantes mais jovens tinham taxas de sebo relativamente maiores do que os do grupo mais velho. Apesar disso, sofriam menos com a doença, indicando que a oleosidade não é, de fato, uma determinante para a caspa.

Dos dois principais tipos de bactéria, a Propionibacterium era mais abundante nos lados do couro cabeludo, próximos às orelhas, em indivíduos do sexo masculino e entre jovens. Já a Staphylococcus prefere o topo da cabeça, onde há mais oleosidade e menos água.
20160513120239850588i

Proteção

Professora de microbiologia no Centro Universitário de Brasília (UNICEUB), Fabiola Castro considera os achados uma grande novidade. “Os pesquisadores colocam em xeque a teoria de que o fungo é o grande vilão da caspa. Além disso, as bactérias da microbiota do couro cabeludo não costumam ser levadas em consideração na avaliação da caspa e muito menos no tratamento”, diz a também microbiologista clínica do Grupo Fleury Medicina e Saúde e do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF).

Outro destaque dos resultados é a possibilidade de a Propionibacterium ser protetora contra a descamação: algumas espécies desse gênero de micro-organismo secretarem substâncias que suprimem o crescimento de Staphylococcus. “O desequilíbrio (entre bactérias), portanto, pode ser um dos fatores por trás da descamação”, especula Zhang. Segundo ele, a partir dos resultados, será possível desenvolver medicamentos que regulem e mantenham o equilíbrio de bactérias e fungos e as condições normais do couro cabeludo. “Esses fatos interagem uns com os outros e constituem uma rede complexa. Desenvolver esse tipo de tratamento não deve ser fácil e, para nós, impõe um grande desafio”, diz o autor.

Fabiola Castro aponta que há riscos em criar drogas que façam uma modulação drástica do microambiente. “Elas podem fazer com que algumas bactérias fiquem resistentes e ainda podem deixar o paciente predisposto a infecções oportunistas. Tudo deve ser avaliado com muito critério. Inclusive, devemos pensar se há realmente a necessidade de envolver drogas assim para controlar a caspa”, avalia a especialista.

Concordância com trabalho brasileiro

O artigo de Menghui Zhang, pesquisador da Shanghai Jiao Tong University, na China, também encontrou fungos Malassezia que não têm relação com o surgimento da caspa. “Isso é consistente com os estudos anteriores na população brasileira e na japonesa, nas quais diferentes subtipos foram encontrados em diferentes proporções”, diz o cientista.

“Os resultados brasileiros mostraram que uma grande variedade de subtipos desse gênero foi detectada no couro cabeludo e na testa tanto de pessoas saudáveis quanto de indivíduos com dermatite seborreica. Há, então, uma diversidade intraespecífica. No nosso estudo, também notamos que diferentes formas de Malassezia mantêm relações opostas com a caspa, o que significa que nossos resultados, de certa forma, confirmam os dos brasileiros”, prossegue Zhang.

A autora da descoberta no Brasil, Luciana Campos Paulino, professora pesquisadora da Universidade Federal do ABC (UFABC), em São Paulo, diz ter ficado feliz com os resultados em comum. “Em nosso estudo, vimos que os fungos não são diretamente relacionados com a caspa, e até mesmo encontramos organismos supostamente novos. O artigo chinês encontrou esses micro-organismos em uma população diferente, e isso é muito interessante. Ainda não sabemos se são novas espécies ou variantes das espécies existentes, mas notamos que estão presentes em grande quantidade, inclusive nas pessoas saudáveis.” Os resultados de Paulino foram publicados em janeiro de 2015 na revista Plos One.

Xampus

No início deste ano, a pesquisadora publicou outro artigo, no British Journal of Dermatology, que reforça os resultados. Dessa vez, ela investigou a eficácia dos xampus à base do antifúngico cetoconazol. Em pessoas saudáveis, a população de fungos do couro cabeludo e testa se manteve relativamente constante, mas em pacientes tratados com o antifúngico apresentaram variações acentuadas. Embora o efeito esperado fosse a diminuição no tamanho das colônias de Malassezia, em alguns casos, houve aumento.

“Apesar disso, os sintomas melhoraram. Suspeitamos que a substância não mate o fungo, mas promova alguma alteração nele, como fazer com que pare de produzir uma proteína associada à caspa. Há evidências na literatura de que o cetoconazol tenha ação anti-inflamatória, o que amenizaria a descamação, a vermelhidão e a coceira. Talvez fosse mais interessante trocarmos a substância antifúngica por outra exclusivamente anti-inflamatória.”

Saiba-mais

Formas variadas de tratamento

“A caspa, ou descamação, é um dos sintomas da dermatite seborreica, doença crônica e sem cura. Podemos mantê-la sob controle, mas não há nenhum medicamento que garanta seu fim. Também não há uma única causa, mas sabemos que fungos Malassezia são estimulantes, além de estresse, oleosidade, algumas medicações e, agora, o desequilíbrio entre bactérias. Chegou recentemente ao mercado um medicamento pro biótico que melhora a barreira cutânea do couro cabeludo, diminuindo o processo inflamatório como um todo. É uma forma nova de tratar, a partir da mudança do ambiente da região. É isso que diz a pesquisa chinesa: não matar as bactérias do couro cabeludo, mas reequilibrar suas concentrações. Sobre xampus de supermercado, eles podem ser usados na manutenção dos tratamentos, mas só o dermatologista sabe dizer as necessidades de cada caso e quais medicamentos devem ser usados. Alguns, inclusive, são orais.”

Rodrigo Frota, dermatologista da clínica Aepit e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Veja oito dicas para evitar as caspas

Com os dias mais frios e secos, os cabelos sempre começam a sofrer mudanças. E uma delas é o aparecimento de caspas, que nada mais é que uma descamação acentuada do couro cabeludo que atinge tanto homens quanto mulheres. Segundo o dermatologista e consultor da Netfarma Daniel Gontijo, as caspas aparecem com mais frequência no inverno, pois os banhos começam a ficar mais quentes e o uso de secadores é mais contínuo, o que estimula as glândulas sebáceas a produzirem mais oleosidade favorável ao desenvolvimento das caspas. O problema da caspa não tem cura, porém ela não é contagiosa. Pode ser prevenida com hábitos cotidianos e acompanhamento médico. Gontijo dá algumas dicas de cuidados para evitar o problema nesta estação do ano.

Atenção na hora do banho: lavar o cabelo é muito importante para retirar o excesso de oleosidade acumulado no couro cabeludo. Opte pelo banho morno.

Seque o cabelo corretamente: ao usar o secador, prefira a temperatura morna ou fria. Lembre-se de que o calor pode agravar o problema.

Escolha os produtos certos: o uso dos shampoos anticaspa pode ajudar a retirar os resíduos e deixar o couro mais saudável.

Evite coçar: as regiões atingidas podem vir a coçar. Evite usar as unhas para coçar, e se o incômodo for muito grande, massageie a região com a ponta dos dedos, fazendo movimentos suaves e circulares.

Use chapéu com moderação: o uso em demasia de chapéus, boinas, bonés e toucas é proibido para quem tem caspa, pois esses acessórios contribuem para a proliferação de fungos na região do couro cabeludo. Tente usá-los apenas em dias em que a exposição solar for grande.

Mantenha uma dieta balanceada: fuja das gorduras, como alimentos fritos ou embutidos. “Evitar laticínios e alimentos alergênicos, como amendoim, também é uma orientação importante. Já aqueles com propriedade anti-inflamatória, como atum, sementes de chia e gergelim, nozes, laranja ou limão são permitidos. E não se esqueça de tomar muita água”, indica o dermatologista.

Fuja do estresse: O estresse sozinho não causa caspa, mas, como muitas outras condições de saúde, pode agravar os seus sintomas.  Ele pode afetar o funcionamento das glândulas sebáceas, provocando mais oleosidade para o seu couro cabeludo. Preocupar-se com a caspa apenas piora o problema.

Consulte o médico: as crises podem ocorrer em diferentes intensidades. Em quadros mais complicados, medicamentos de uso tópico ou oral podem ser recomendados.

Baixas temperaturas contribuem para maior incidência da caspa

Especialistas mostram como controlar descamação incômoda e, por vezes, constrangedora.

Se não bastassem incomodar, elas nos envergonham. Ninguém merece andar por aí exibindo as indefectíveis caspas. É automática aquela olhada no espelho para ver se não tem uma profusão de flocos brancos sobre a roupa para imediatamente iniciar os famosos tapinhas no ombro para se livrar delas. Para piorar, elas podem aumentar no inverno e, como a tendência é usar roupas escuras, ficam ainda mais em evidência.

A caspa incomoda muitas pessoas e o problema se intensifica nas baixas temperaturas. A dermatologista Ana Cláudia de Brito Soares explica que a caspa é uma das manifestações da dermatite seborreica que piora no clima frio e seco. Nesta época do ano, o ressecamento da pele, pernas e braços é maior, assim como do couro cabeludo. “A tendência é que as glândulas sebáceas produzam mais para evitar a perda de água. Com isso, aumenta a oleosidade e a quantidade de sebo. O couro cabeludo mais oleoso desencadeia a proliferação do fungo Malassezia, que está relacionado com a ocorrência da dermatite seborreica, tendo como uma das manifestações a caspa.”

Ana Cláudia de Brito Soares reforça que o ideal é lavar o cabelo, ainda que seja complicado no inverno, na água mais fria, para não tirar a oleosidade. Se preciso usar shampoo anticaspa, que tem princípio ativo antifugicida e anti-inflamatório. Ela ressalta que hoje há produtos de qualidade que não ressecam e nem danificam os cabelos. E a terceira medida para se livrar das caspas, indicada pela dermatologista, é não deixar o cabelo úmido. Logo, o secador é o melhor aliado nesta época do ano.

Hidratação
 mito-e-verdade-caspa-01
Mito-e-verdade-caspa-01A dermatologista Juliana Neiva, pós-graduada em dermatologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), reforça a mudança na hidratação natural do cabelo que resulta em maior retenção de células mortas na descamação. “A caspa é um distúrbio comum que afeta o couro cabeludo, causando descamação, vermelhidão e aumento da sensibilidade no local. A coceira também é uma queixa comum. Em casos mais severos, crostas e queda de cabelo podem estar presentes. Banhos quentes, maus hábitos de saúde e procedimentos químicos nos cabelos são fatores que provocam ou intensificam o problema.”

Juliana Neiva diz que durante o inverno pode haver um agravamento do quadro devido ao maior ressecamento da pele do couro cabeludo. Baixa umidade do ar, clima seco e banhos quentes e demorados deixam a pele do couro cabeludo mais vulnerável. “Há um aumento da velocidade da renovação celular, ou seja, o acúmulo de células mortas da camada mais externa da pele (extrato córneo). Geralmente, há a presença do fungo Malassezia. Por isso, os cuidados diários com o couro cabeludo, que incluem higienização correta, hidratação e combate antifúngico, são os grandes aliados no combate à caspa.”

O conforto é que há opções e é possível controlar as caspas, que teimam em grudar nas roupas e nos cabelos. O uso de xampus anticaspa dá um efeito de anti-inflamatório, nutre o couro cabeludo e hidrata os fios. É a uma boa opção para evitar a descamação. A alimentação equilibrada contribui, assim como evitar banho quente demais e o uso excessivo de secadores próximos ao couro cabeludo. A caspa é esteticamente desconfortável, por isso é importante cuidar. E lembre-se: tente se manter calma, já que os hormônios do estresse atuam diretamente sobre a glândula sebácea, levando a uma maior produção de sebo e, consequentemente, da caspa.

Dicas

. - Lave os cabelos regularmente com xampu anticaspa: isso vai ajudar a remover a sujeira e todos os resíduos que vão se acumulando, além de evitar a oleosidade excessiva.
. - Lave os cabelos com água morna e use produtos adequados ao seu tipo de cabelo
. - Diminua a temperatura do secador e a frequência de uso de chapinhas
. - Evite dormir com cabelos molhados (ou ficar com eles molhados durante muito tempo. Lavou, secou!) e não abafe o couro cabeludo.
. - Procure o médico dermatologista caso não haja controle dos sintomas
9 receitas caseiras para acabar com a caspa

Sabemos que dentre os problemas mais comuns referentes ao couro cabeludo, encontra-se a indesejada caspa. Hoje vamos aprender algumas receitas caseiras para acabar com a caspa. Ninguém merece colocar aquela belíssima roupa preta e alguns minutinhos depois aparecerem àqueles pontinhos brancos. Só quem passou sabe a vergonha que é não é mesmo?

O que é a caspa?
 causas-caspa-590x301
As caspas ou dermatite seborreica é uma lesão no couro cabeludo que pode se estender a orelhas, ouvidos, nariz e outras partes do rosto. A pele descama e desprende do couro dando origem a placas avermelhadas, coceira e até mesmo queda do cabelo!

A caspa é a resposta do couro cabeludo a uma irritação. A irritação do couro cabeludo pode causar alterações na pele, provocando coceira, ressecamento e vermelhidão.

A irritação também acelera o processo de troca celular e faz com que células imaturas se aglomerem na superfície do couro cabeludo. A aglomeração de células cria os flocos de caspa visíveis.

A caspa surge quando três fatores ocorrem em conjunto:

1. Um microrganismo: O Malassezia globosa (antes conhecido como Pityrosporum) é um microrganismo que aparece naturalmente no couro cabeludo de qualquer pessoa.

2. Oleosidade do couro cabeludo: O microrganismo decompõe os óleos do couro cabeludo. Isto cria uma substância que irrita a pele chamada ácido oleico.

3. Sensibilidade da pele: A pele de cerca de 50% das pessoas reage de maneira adversa ao ácido oleico. Esta sensibilidade causa a caspa.

A caspa é contagiosa?

 A caspa não é contagiosa porque o microrganismo que a causa – o fungo Malassezia – está presente naturalmente no couro cabeludo de todas as pessoas. Somente alguns desenvolverão a caspa, mas compartilhar pentes, travesseiros ou roupa não a contagiam. O Malassezia globosa é um fungo microscópico naturalmente presente no couro cabeludo. Sob a influência de determinados fatores, este fungo prolifera-se excessivamente, tanto no couro cabeludo quanto no folículo pilossebáceo, onde fica a raiz do cabelo, desencadeando uma inflamação no local. Essa inflamação provoca uma descamação excessiva no couro cabeludo, conhecida por caspa.

 “A caspa é hereditária”: A tendência a desenvolver caspa pode ser herdada, mas vários fatores devem ser conjugados para sua aparição. A manifestação da caspa pode ser facilitada pelo estresse, pela dieta (baixa em vitamina E), as mudanças hormonais, um couro cabeludo ressecado ou com excesso de sebo, entre outros.

Caspa crônica: A caspa não tem cura porque o fungo que a provoca não pode ser eliminado completamente. No entanto, com o uso frequente e contínuo de um shampoo contra a caspa, acompanhado de uma alimentação saudável e o domínio do estresse, pode ser totalmente controlada.

Compartilhar o pente ou escova transmite caspa?

Ahahahahaha… Quem disse que você vai “pegar” caspa se usar o pente de um “casposo”? Caspa não é uma doença, muito menos contagiosa. Ao usar o pente de uma pessoa que sofre desse problema, é bem provável que você leve para o seu cabelo alguns daqueles floquinhos esbranquiçados – na verdade, fragmentos de um couro cabeludo que está descamando. Acontece que esses floquinhos são tecidos mortos, incapazes de se multiplicar numa nova cabeça. Depois de um banho, você estará livre deles. “Isso significa que a caspa não é para quem quer”, brinca Ricardo Romiti, dermatologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Ela é para quem pode.”

A pele fica avermelhada, resseca e começa a descamar. O quadro pode ser agravado, segundo Romiti, por fatores externo como frio, pouca lavagem dos cabelos e até estresse. “É mais ou menos como a gastrite: há pessoas que pioram em momentos de ansiedade.”

Quem tem caspa hoje pode não tê-la na semana que vem, caso a irritação de pele desapareça naturalmente. Sim, ela tem períodos de melhora e piora, atingindo homens e mulheres na mesma proporção. Estima-se que 50% dos brasileiros têm caspa pelo menos uma vez por ano. E nem sempre o problema se manifesta no couro cabeludo. Pode ocorrer também nas sobrancelhas, nos ouvidos e no nariz. “Existem muitos cremes e xampus à base de cortisona que controlam o problema rapidamente. Mas esses medicamentos têm efeitos colaterais no longo prazo”, afirma o dermatologista. “Eles podem dilatar os vasos sanguíneos e estimular o crescimento de pelos no rosto. Ou pior: a pele pode se acostumar e passar a exigir uma dose cada vez maior do remédio.”
 mitos2

Remédios caseiros

A dermatite seborreica tem cura e para isso pode ser feito uso de xampus, remédios e até mesmo, quem diria, diversos tipos de tratamentos caseiros.

Que tal anotar essas soluções caseiras, com baixo custo e, de quebra, naturais.

1– Solução a base de folhas de sabugueiro

Essa receita é extremamente simples e bastante eficiente. Você vai precisar de:

1 punhado de folhas de sabugueiro (cerca de 2 colheres de sopa) picadas
1 copo de água
Misture os ingredientes e leve o fogo até ferver e reserve. Espere a solução esfriar, coe bem e lave os cabelos normalmente e ao final passe a solução no couro cabeludo massageando bem e deixe secar naturalmente.

2 – Chá de carqueja

A carqueja é um ótimo remédio para a caspa, pois ela limpa as impurezas do sangue e isso é parte essencial e complementar no tratamento de combate a caspa.

Ingredientes:

O equivalente a 2 colheres de sopa de folhas de carqueja picadas

500 ml de água
Coloque os ingredientes na panela e deixe ferver por 5 minutos. Espere esfriar e coe. Você pode diluir em 1 litro d’água e tomar durante o dia inteiro.

3 – Loção de louro

Ingredientes:

3 colheres (chá) de folhas de louro trituradas
1 litro de água fervente
Adicione as folhas em um recipiente com a água e deixe sob infusão até esfriar totalmente. Aplique no cabelo antes de lavar e deixe agir por aproximadamente 2 horas.

4 – Loção de tomilho

Com propriedades antissépticas, esse chá ajuda a combater as caspas e aliviar a coceira.

Ingredientes:

O equivalente a 4 colheres de tomilho
2 xícaras de água fervente
Adicione as folhas na água fervente e deixe tapado sob infusão até que esfrie. Coe e aplique no couro cabeludo após lavar normalmente o cabelo, massagear delicadamente e deixar secar naturalmente.

5 – Loção de alecrim

Ingredientes:

1 colher de sopa de alecrim
1 xícara de água fervente
Adicione as folhas em um recipiente com a água e deixe sob infusão até esfriar totalmente. Coe e aplique no couro cabeludo massageando e deixe secar normalmente.

6 – Sumo da folha de couve

Ingredientes

4 folhas de couve
Macere as folhas de couve e passe a solução diariamente no couro cabeludo.

7 – Vinagre

Por se tratar de um antisséptico por natureza, o vinagre é excelente combatente da caspa. Ele pode ser usado de duas diferentes formas:

Após lavar os cabelos normalmente, pegue um algodão e aplique o vinagre delicadamente no couro e deixar secar naturalmente. Essa pode ser mais efetiva, mas o cheirinho não é nada agradável, então você pode inverter o processo: antes de lavar o cabelo aplique da mesma forma o vinagre por todo o couro cabeludo e deixe agir por 2 minutos e lave normalmente.

8 – Solução de ervas naturais

Essa solução também anti-bactericida auxilia na neutralização do ph do couro cabeludo.

Ingredientes

1 colher de salviá seca
1 colher de chá de tomilho seco
1 copo de água fervente
80 ml de vinagre do tipo sidra
Gotas de óleo eucalipto
Gotas de óleo de alfazema
Despejar as folhas sobre a água fervente e tapar, deixar agir por infusão até que esfrie e em seguida coar. Adicione todos os outros ingredientes a solução e misture bem e está pronto.
Aplicar suavemente por todo o couro cabeludo e deixe agir por 5 minutos e em seguida lave normalmente.

9 – Dieta balanceada

Diversas situações favorecem o aparecimento das caspas, como o estresse e a má alimentação. Problemas digestivos, no fígado e até mesmo a constipação intestinal podem ser causadores de caspas. Para combater a caspa seborreica, é necessário sobretudo mudar o modo de vida.

A dieta para tratar a caspa é baseada na eliminação de laticínios e alimentos gordurosos. O ideal também é consumir frutas frescas, cereais, sementes, verduras e legumes crus. Além disso, é imprescindível tomar pelo menos 2 litros de água por dia.

Essas são algumas receitas caseiras que realmente funciona, escolha uma e seja beneficiada pelos resultados.
Fonte: http://www.lersaude.com.br/

sábado, 4 de junho de 2016

A depressão e a ansiedade são sinais de luta, não de fraqueza

A depressão e a ansiedade são sinais de luta, não de fraqueza

A depressão e a ansiedade são sinais de luta, não de fraqueza.

Os problemas emocionais não são uma escolha, e ninguém deseja atravessar uma depressão nem passar por momentos de ansiedade. Eles simplesmente podem surgir, após um período de acúmulo de situações e circunstâncias complicadas em nossas vidas.

Existe uma falsa crença de que a ansiedade e a depressão são sinais de fraqueza e de incapacidade diante da vida. Mas não, uma pessoa com ansiedade, depressão ou sintomas mistos NÃO está louca e nem tem uma personalidade fraca ou inferior aos outros.

É triste e esgotador lutar contra isso, mas é uma realidade social que não podemos ignorar. Assim, apesar dos avanços da ciência, o inconsciente moderno que envolve nossa sociedade ainda pensa que os problemas emocionais e psicológicos são sinônimos de fragilidade e vulnerabilidade.

Por isso, dado que a depressão e a ansiedade não são contempladas como feridas que precisam de atenção, é comum ouvir discursos circulares com argumentos do tipo “relaxe”, “não é para tanto”, “comece a se mexer, a vida não é isso”, “você não tem razões para chorar”, “comece a amadurecer”, etc.

Assim, da mesma forma que não iríamos ignorar a dor causada por fortes pontadas no estômago ou uma enxaqueca terrível, não deveríamos ignorar a dor emocional.

Não podemos esperar que estas feridas emocionais se curem sozinhas, devemos trabalhar para extrair delas o significado presente em seus sintomas.

Ou seja, devemos consultar um psicólogo que nos ajude e nos proporcionar estratégias para fazer frente a esta grande dor emocional causada pela ansiedade e pela depressão.

Seguindo com nosso exemplo, assim como deixamos de consumir a lactose quando descobrimos que somos intolerantes a ela, devemos “deixar de consumir” aqueles pensamentos e circunstâncias que infeccionam nossa ferida emocional.

Não valem curativos ou vendas: devemos limpá-las e curá-las verdadeiramente.

Por isso, neste artigo pretendemos normalizar aquelas sensações das pessoas que possuem problemas emocionais deste tipo. Vejamos mais sobre eles para podermos compreender e nos conscientizar…

A ansiedade, uma viagem nefasta em uma montanha russa
As sensações que nos invadem com a ansiedade são muito similares às que surgem em um passeio de montanha russa em que começamos a nos sentir mal.

Coloquemo-nos nesta situação. Fomos passar o dia em um parque de diversões no qual encontramos uma montanha russa incrível e decidimos andar nela. Para fazer isso, temos que esperar em uma longa fila até que chegue a nossa vez.

O dia é quente e o sol está batendo forte em nossa cabeça, o que nos causa uma grande dor e mal-estar físico. Sentimo-nos cansados e não temos vontade de subir no vagão, mas fazemos isso, porque afinal estamos ali para aproveitar.

Uma vez sentados, nosso coração começa a bater forte, tudo dá voltas ao nosso redor, os vagões giram 360 graus várias vezes, nos submergimos em túneis escuros e tudo parece nos atacar.

Nossa respiração se acelera e nosso coração não pode parar. Sentimos que de um momento ao outro vai acontecer alguma coisa conosco. Nossas sensações estão bagunçadas, algo nos aprisiona no peito, ficamos imóveis e sem capacidade de reação.

Não podemos evitar pensar em coisas negativas. Gritamos, choramos e nos queixamos, mas ninguém nos ouve, nem sequer nós mesmos. Pedimos desesperadamente que tudo aquilo pare, e sentimos que estamos morrendo na tentativa.

No entanto, não conseguimos fazer com que nosso vagão freie, pois ele só parará quando acabarem os minutos programados para a viagem.

Neste sentido, um ataque de ansiedade é igual a uma viagem que nos faz mal em uma montanha russa. Em um dado momento tudo vai acabar, mas não sabemos quando nem como, por isso manter o controle diante desta incerteza é algo tão difícil de fazer.

A depressão, a escuridão da alma
Quem sofre de depressão sente que o mundo está envolto em névoa. Pouco a pouco vai perdendo a ilusão por tudo que o rodeia, não há nada que anime ou motive, é difícil estudar ou ir ao trabalho, e a pessoa se sente imensamente triste ou irritável.

A depressão é a gota que faz transbordar o copo, um copo que está cheio de situações e circunstâncias complicadas que nos fizeram mal e mexeram conosco negativamente.

Por isso é importante que, quando nos dermos conta de que algo vai mal, consultemos um profissional que nos ajude e dê coerência emocional ao que está acontecendo conosco.

Ter problemas emocionais não é uma escolha. Uma pessoa com depressão não diz ‘Quero me sentir mal e me coloco em um poço de tristeza para ver se me afogo com ela’. Isso não funciona assim. Na verdade, isso pode acontecer com qualquer um de nós.

Ninguém está livre das garras da depressão e da ansiedade
A depressão e a ansiedade não são sinais de fraqueza, mas sim de força. Estes problemas emocionais não aparecem da noite para o dia, mas surgem pouco a pouco por causa das dificuldades e do esgotamento emocional.

Elas também não são consequência de uma escolha pessoal. Não podemos dizer se queremos ou não queremos que nos acompanhem. Ambos os problemas emocionais são derivados da luta contra as dificuldades da vida que nos acompanham e, portanto, por termos tentados permanecer fortes por tempo demais.

Não podemos nos esquecer disso, pois ninguém está livre de se relacionar com a ansiedade e a depressão em algum momento da sua vida, seja de maneira direta ou indireta.

Prestemos atenção, compreendamos estes problemas e, sobretudo, não julguemos nem a nós nem aos outros…

Fonte: Ana Colombia – jornalista.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Vamos fazer exercícios garante a nossa vida saudável!!!

Como a beleza de um coração a escorrer, você e o mais belo amor que Deus fez para viver.

Resultado de imagem para gif de amor

A Saúde é como a cachoeira a deslizar, temos que cuidar prevenir, vigiar, viverá bem é longo.